Você já pensou em fazer
um passeio no cemitério? Adalto Félix de Godoi nos convida no seu texto a lançar
um olhar para esse atrativo.Muitos arrepiam e torcem o nariz ao receber esse
convite. Eu mesmo já fiz esse teste. Pois se engana quem pensa que cemitério é
apenas um lugar fúnebre. As obras de artes presentes nos túmulos dos cemitérios
representam uma herança cultural e histórica. Basta dar uma passada pelos
cemitérios da Consolação e Araçá aqui em São Paulo e verá que eles são “museus a
céu aberto”.
Giancarlo Moser, faz uma breve e interessante análise
sobre a importância do legado cultural como alternativa para desenvolvimento do
turismo.O autor ressalta que a compreensão do patrimônio cultural está se
tornando mais amplo e abarcando os bens tangíveis e intangíveis, afinal, a
música e a dança de uma comunidade também é arte e precisa ser valorizada e
preservada.
Nas ondas de uma rádio comunitária, o programa “A Hora do Turismo”, cujo
objetivo é construir “um olhar turístico e o exercício da cidadania”, é um
exemplo de uma ação sócio-educativa. Carla Fraga nos conta tudo sobre o projeto,
o formato do programa, temas abordados e resultados alcançados. É a comunicação
cidadã dando as mãos para o turismo para informar e educar o indivíduo.
“Alguma coisa está fora da ordem”.E essa “coisa” da que falamos aqui é a
falta de sintonia entre as universidades e mercado pontuada por Guilherme de
Nascimento no seu artigo.Apesar de tanto ouvir e ver nos anúncios que a
característica interdisciplinar do ensino é o foco das faculdades, é constante a
reclamação dos alunos sobre a distância entre o que ele aprende na sala e a
prática no mercado de trabalho. É preciso buscar esse equilíbrio.
Boa leitura
Maria Ivone Neto Cordeiro
Da equipe
editorial