eMix

Página Principal | Pesquise | Fórum | Chat | Aniversariantes | Cadastre-se | Confirmação de Cadastro
Login :  Senha :  
 EXPEDIENTE
 Quem somos
 PROCURE MATÉRIA
 Por autor
 Por data
 Por assunto
 CANAIS
 Biblioteca
 BrasilZÃO
 Código IATA
 Cursos de graduação  e pós reconhecidos
 Cursos livres
 Entidades de Turismo
 EturZinho
 Eventos
 Fala Secretário!
 Humor
 Links recomendados
 Listas de discussão
 Órgãos de Turismo
 Rodarabaiana
 Serviços
 Tudo do Etur
 
 
 
 


Arranjos Produtivos Locais do Turismo (APLTur): Uma Proposta de Identificação e de Caracterização como Estratégia de Gestão dos Negócios de Empresas de Turismo - 3ª parte (final)





1 | 2 | 3
Ações Estratégicas para o desenvolvimento dos APL’s de Turismo

Segundo Mendes (2002.p.21) entende-se que a estratégia de uma estrutura comercial, refere-se “aos planos administrativos para alcançar resultados consistentes com a missão e os objetivos gerais da organização e a gestão estratégica pode ser vista como série de passos em que devem ser realizadas as seguintes tarefas:

  •  “Analisar oportunidades e ameaças ou limitações que existem no ambiente externo;
  •  Analisar os pontos fortes e fracos de seu ambiente interno;
  •  Estabelecer a missão organizacional e os objetivos gerais;
  •  Formular estratégias  que permitam à organização combinar os pontos fortes e fracos da organização com as oportunidades e ameaças do ambiente;
  •  Implementar estratégias;
  •  Realizar atividades de controle estratégico para assegurar que os objetivos gerais sejam atingidos.”
  • Além disso, entende-se que será necessário formular macroestratégias que considerarão, sobretudo, a importância da inserção da mão-de-obra qualificada e semiqualificada local no setor turístico e nortearão a definição das metas, ações e investimentos necessários. Abaixo, elencam-se as estratégias voltadas para o êxito das APLTur:
  • Estratégias de desenvolvimento:
    São aquelas nas quais o elemento analisado encontra suas melhores chances de sucesso. Suas potencialidades, unidas às oportunidades oferecidas pelo ambiente, fazem com que o elemento progrida e seja aprimorado. 
  • Estratégias de correção:
    Indicam o caminho a ser seguido para que o objeto de análise aproveite de forma adequada as oportunidades existentes para reduzir ou extinguir suas fraquezas.
  • Estratégias de diferenciação:
    Através delas o elemento analisado diferencia-se de seus concorrentes, fazendo uso de seus pontos fortes para superar os riscos existentes.
  • Estratégias de reestruturação:
    Os riscos têm um grande potencial para atingir o elemento em suas fraquezas. Deste modo, são recomendadas estratégias para que o elemento analisado se reestruture, alterando suas características internas, a fim de suportar e superar os aspectos desfavoráveis do ambiente.
  • Cada uma das ações estratégicas propostas para a APLTur, deverá ser apresentada com a descrição dos objetivos, a justificativa, as atividades necessárias, os prazos de início e de execução, além de executores e parceiros prováveis.

    Além da proposição e estruturação das estratégias, deverão ser propostos procedimentos que permitam a avaliação e o monitorando do processo da gestão estratégica. Segundo Mario Petrocchi (1998.p.39), a mensuração dos resultados e sua comparação com aquilo que foi planejado são parte da função controle e, também ao controle cabe deliberar se ações corretivas devem ou não ser adotadas ou  se determinados aspectos necessitam ser revisados.
    Figura 08: Esquema de Retroalimentação do sistema
    Clique na imagem para ampliá-la
    Figura 08. Esquema de Retroalimentação do sistema
    Fonte: Petrocchi, 1998, p.64.

    O controle,  é a retroalimentação do sistema, que compara os resultados alcançados com os padrões estabelecidos no planejamento, a partir dos seguintes indicadores: 

  • Os indicadores de impacto - medem o grau de contribuição das atividades e serviços da organização à suas finalidade
  •  Os indicadores de resultado - pretendem medir o grau de efetividade no comprimento dos objetivos operacionais
  • Os indicadores de processo - são medidas de eficiência que permitem a avaliação de operações definidas previamente.
  • Figura 09: Esquema de Planificação e Gestão Estratégica
    Clique na imagem para ampliá-la
    Figura 09. Esquema de Planificação e Gestão Estratégica
    Fonte: Petrocchi, 1998, p.64

    No caso da estruturação de um novo APLTur, além dos aspectos relacionados com o produto, as oportunidades, e as estratégias específicas, propõe-se a matriz de descrição de APLTur abaixo (Figura 10) , como elemento de controle e que contribuirá para a eficácia das açòes por desenvolver. Sabe-se de antemão, que nem todos os itens serão atendidos mas, é preciso que sejam descritos com o maior detalhamento possível.

    Descrição do APL – Arranjo produtivo Local

    Local

     

    Abrangência geográfica

     

    Número de participantes

     

    No. empregados em cada participante

     

    Número total de empregos gerados

     

    Especialidade de cada um

     

    Produção artesanal / industrial – No

     

    Parceiros atuais  (governo/sindicatos)

     

    Governança

    (diferentes modos de coordenação entre os agentes e as atividades)

    Lider

     

    Hierarquia

     

    Como foi o início -  Facilitadores

     

    Vínculos  entre ambiente institucional  e agentes produtivos

     

    Critérios para participar

     

    Punições / exclusões

     

    Apoio (ou não) governo municipal

     

    Processo de Produção do serviço / material

     

    Geração de novos conhecimentos

     

    Disseminação novos conhecimentos

     

    Uso dos conhecimentos

     

    Inovações

     

    Tomada de decisões

    Centralizada ou Descentralizada

     

    Formal - Pouco formal

     

    Arranjo produtivo

    Capital Social – cada um e da APL

     

    Verbas coletivas – taxas manutenção

     

    Verbas individuais – manutenção empreendimento

     

    Estratégia coletiva de organização da Produção

     

    Estratégia coletiva de mercado

     

    Articulação Político-institucional

     

    Qualificação / Saúde dos Participantes

    Exigência de Conhecimentos básicos

     

    Cursos / treinamentos – Tipo  e Freqüência

     

    Apoio saúde – convênios

     

    Vínculos

    Articulação

     

    Interação

     

    Cooperação

     

    Aprendizagem

     

    Identidade coletiva

     

    Fonte: Adaptado pelos autores, 2006
    Figura 10. Quadro de descrição do APL

    Conclusão

    Conforme o exposto, os APLTur, estruturalmente, não se afastam daquelas de outros setores produtivos que têm na sua comercialização, os resultados financeiros em termos de empregos e renda; seja para os empreendimentos ou para a destinação turística como um todo. É neste aspecto, o que se comercializa e o que integra um APLTur, e que o diferencia dos demais, reside nos elementos tangíveis (suvenires, bandeiras, camisetas, etc), mas também daqueles intangíveis, relacionados ao conforto físico (hotéis), ao paladar (restaurantes), à cultura (locais históricos), descanso (sol & mar, montanha). O nível de satisfação do turista com os  serviços (intangíveis) demandados em determinada destinação, poderá ser incrementado de forma incontestável se estes forem prestados por organizações específicas – de alojamento, de alimentação, transportes, de entretenimento, etc. de qualquer porte, desde que estruturados sobre as bases  sólidas e solidárias – os APLTur’s.

    Compartilhando as compras de elementos necessários para a satisfação dos clientes-turistas, tais como o enxoval de cama e banho, as cortinas, carpetes, produtos alimentícios e de consumo em geral de um ou vários hotéis constituem-se em formas de APLTur’s. Estas, ainda estão em fase embrionária no Brasil, uma vez que o setor e todas as suas vertentes ainda se situam em bases altamente individualistas e não se percebe a necessária integração e compartilhamento de ações entre os atores da oferta.  A demanda, por sua vez, em suas viagens de férias, negócios ou eventos,  ao receberem serviços que não atendam às suas necessidades ou interesses, não têm o hábito de reclamar ou exigir retornos ou compensações sobre as suas decepções ou mal-estares provocados por serviços mal prestados ou organizações precárias na prestação dos serviços nas destinações. Acredita-se que os APLTur poderão atuar neste sentido, aprimorando a oferta turística e melhorando a experiência vivencial do turista.


    BIBLIOGRAFIA

    Secretaria Especial de Turismo – SETUR. Termo de Referência para a Contratação de Empresa  para a Prestação de Serviços para a Identificação de Arranjos Produtivos Locais Turísticos (APLs) para Subsidiar o Planejamento de Ações Estratégicas  de Incentivo ao seu Desenvolvimento, dentro do Programa de Requalificação do Destino Turístico ‘Cidade do Rio de Janeiro’”. TP-001/06 – Anexo 1 . pág. 16.
    BNDES. ”Arranjos Produtivos Locais e Desenvolvimento  - Versão Preliminar . s.d. www.bndes.gov.br/conhecimento/seminario/apl.pdf, capturado em 12 de janeiro de 2006.
    INMETRO. “Apl Notícias” . www.inmetro.gov.br/apls/notécias/apl.asp. Capturado em 10 de janeiro de 2006.
    MAGALHÃES, G. W. (Org). “Pólos de Ecoturismo – Planejamento e Gestão”. São Paulo, Terragraph, 2001
    PETROCCHI, Mário. Turismo: planejamento e gestão. São Paulo: Futura, 1998
    UVINHAS , R. (org) “Turismo de Aventura – Reflexões e Tendências”. São Paulo: Aleph, 2005
    Rio 200 - www.rio.rj.gov.br/riotur/pt/pagina/?Canal=180 – capturado em 16.01.2006
    ISTO É – DINHEIRO:  www.terra.com.br/istoedinheiro/especiais/rio/paraiso_turismo.htm  , capturado em 25 de março de 2006
    ZAFFARONI, Cecília. “El marco de Desarrollo de Base”. Montevideo (Uruguay), Trilce. 2003.
    http://www.sebraema.com.br/arranjos/turismo.htm - capturado m 26.04.2006
    http://www.rio2007.org.br/pan2007/portugues/locais.asp - capturado em 26.04.2006

    1 | 2 | 3

     
     

    Comente esse conteúdo com os outros visitantes Turismo, Cultura e Lazer - ETUR



     
     

    Pedimos que após a leitura você nos dê sua opinião sobre esse conteúdo.

    Bom
    Bom
    Regular
    Regular
    Ruim
    Ruim


     
     
    Veja mais Revista Edição 022:

     Gestão pública do turismo no estado do Rio de Janeiro a partir de 1990 - 1ª parte
     Gestão pública do turismo no estado do Rio de Janeiro a partir de 1990 - 2ª parte (final)
     Arranjos Produtivos Locais do Turismo (APLTur): Uma Proposta de Identificação e de Caracterização como Estratégia de Gestão dos Negócios de Empresas de Turismo - 1ª parte
     Arranjos Produtivos Locais do Turismo (APLTur): Uma Proposta de Identificação e de Caracterização como Estratégia de Gestão dos Negócios de Empresas de Turismo - 2ª parte
     
     
    344 Usuários On-Line 
    Novos Associados
    Sejam bem-vindos
    Janielle (CE), Wilson (RJ), Gloria (RJ), Felipe (SP), Paulo (BA), Lisiane (BA)
    Gestão 2013 - Ministro de Estado do Turismo Pedro Novais Lima - Embratur: Mário Augusto Lopes Moysés
    © 1996-2013 e.Mix Informática e Serviços Ltda.