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Eventos: uma ferramenta para o desenvolvimento turístico

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Resumo
Este artigo visa a ressaltar a importância existente nesta relação - promoção de eventos e desenvolvimento da atividade turística - mostrando sua ligação com os mais diversos setores. Certamente, a promoção de eventos cria empregos diretos e indiretos, movimenta a rede gastronômica, hoteleira e o comércio da cidade sede (e muitas vezes de toda a região), aumenta a arrecadação de impostos e garante uma movimentação econômica que beneficia, direta ou indiretamente, a todas as partes envolvidas no processo.
Se temos em mente o desenvolvimento pleno da atividade turística nos dias atuais, é fundamental que voltemos nossas atenções para a promoção de eventos. Antes vista como uma simples atividade de lazer, a realização de eventos de médio e grande porte é hoje uma das mais consistentes opções para se trabalhar o desenvolvimento do setor. A produção de eventos apresenta também a característica da mobilidade, que permite que a atividade seja planejada exatamente no período do ano em que é maior a necessidade de um impulso externo, contribuindo assim para o equilíbrio das atividades turísticas em determinado local.
Palavras-Chave: Produção, Evento, Turismo, Desenvolvimento.

1. INTRODUÇÃO

Quando falamos de eventos, nos vem em mente algo relacionado a comemoração, festa ou diversão. Além disto, é comum nos meio acadêmicos que esta atividade seja vista, antes de mais nada, como entretenimento.
”Um evento, independente de sua natureza e seus propósitos, é um meio de entretenimento” (MELO NETO, 2001).

Estas são, enfim, idéias que ligam a produção de um evento exclusivamente a atividades de lazer. Sabemos, porém, que eventos hoje têm muito mais a oferecer do que simples momentos de lazer e descontração.

Um evento pode ser considerado um mix de atividades e serviços, com diversos fatores que promovem a prática da atividade turística e podem alavancar economicamente uma cidade, um bairro, uma rua, tornando-se uma excelente oportunidade de desenvolvimento para o setor. Segundo Roberto Gheler, Presidente do Fórum dos Convention & Visitors Bureau do Brasil, a realização de eventos no país gera R$32 bilhões (3,1% do PIB Nacional) ao ano e R$4,2 bilhões em impostos.

Estes números consideram em média 320 mil eventos no período. Existe, portanto, uma relação muito forte entre eventos e turismo, o que reflete diretamente no desenvolvimento econômico de uma região. A captação e realização de eventos têm sido consideradas atividades que geram grande expansão sócio-econômica em todo o mundo, trazendo benefícios para todas as partes envolvidas.

Na verdade, a promoção de eventos se funde à atividade turística, através de ações interligadas à economia do município sede. Para as cidades que possuem uma ociosidade no setor hoteleiro, o turismo de eventos vem ao encontro da necessidade de se aumentar a taxa ocupacional dos hotéis. Na verdade, durante o período de realização de eventos, não só a rede hoteleira se beneficia, mas todo o comércio local. A cidade pode, portanto, encontrar na promoção de eventos uma grande oportunidade de aquecer sua economia e se desenvolver. Para tanto, o envolvimento dos empresários, da população e do poder público se faz necessário, e um planejamento baseado em levantamentos e diagnósticos periódicos deve ser feito para obter o máximo de benefícios.
 
2. DESENVOLVIMENTO

A atividade turística, atualmente, pode ser considerada um dos pontos mais importantes para a sustentabilidade sócio-econômica de uma cidade ou região. Seu crescimento tem sido extraordinário em todas as partes do mundo, possibilitando a expansão do trabalho, gerando empregos e melhorando a distribuição da renda local. Hoeller (2002) relata que a captação e a promoção de eventos vêm sendo consideradas o setor que mais retorno econômico e social oferece ao país e à cidade que sedia um evento.

Seguindo essa tendência, o poder público e empresários do setor privado de cidades consideradas grandes pólos industriais despertam para o desenvolvimento da atividade, através da criação de órgãos municipais com claros objetivos de dar suporte ao crescimento deste setor tão promissor, além de diversos investimentos que abrangem vários setores econômicos. A promoção de eventos hoje não só alimenta culturalmente uma determinada cidade, como também supre as necessidades de verdadeiros “pólos turísticos”, que possuem um amplo potencial, com boa infra-estrutura de serviços e equipamentos e que, no entanto, não possuem nenhuma tradição na prática do turismo.

Desta forma, os investimentos no turismo de eventos parecem ser a melhor opção para impulsionar o desenvolvimento do setor. Este investimento, entretanto, deve ser feito em bases sustentáveis, considerando as características de cada lugar. Para Petrocchi (2001), tanto os investimentos quanto os caminhos a seguir devem se basear em parâmetros claros e pré-estabelecidos, para obtermos dados que nos permitam uma visão global do sistema e a projeção de cenários futuros.

Ao se elaborar uma programação que envolva um grande número de visitantes, tende-se a dinamizar economicamente o município sede (através da sua relação com toda a cadeia de atividades ligadas ao turismo) e movimentar hotéis, meios de transportes, restaurantes e o comércio em geral. Assim, favorece-se todo o desenvolvimento do ciclo econômico do município (distribuição de renda), exercendo a função de efeito multiplicador, própria da atividade turística. O evento é, na verdade, uma maneira de otimizar o uso das estruturas turísticas.
 
Segundo Matias (2002), um evento representa um grande estimulo para a economia de um município, uma vez que envolve uma grande movimentação nos mais diversos setores da economia, ocasionando um aumento geral na arrecadação das receitas, números de empregos (diretos e indiretos), além de criar novas oportunidades para a população local, redistribuindo a renda individual, local e regional. Sendo o oposto do turismo convencional, o turismo gerado pela realização de eventos ou turismo de eventos, como tem sido denominado por estudiosos, vem como uma solução para o grande problema da sazonalidade que atinge os hotéis no período considerado de baixa temporada.

Eventos bem produzidos garantem a chegada de turistas de várias regiões do país e até do mundo, que na sua maioria irá consumir todos os tipos de serviços oferecidos. Fica clara, com isso, a importância sócio-econômica de um evento para um determinado município. Não faltam exemplos da realização de eventos de sucesso em diversas cidades do país. A Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos ilustra bem este tipo de proposta, já que movimenta a cidade como um todo, aumentando bruscamente os números da economia local.

De acordo com o Relatório da EMBRATUR de estudos de demanda turística (Brasília, 1998), um turista de eventos chega gastar até três vezes mais do que um turista convencional de férias, permanecendo, em média, por um período de 02 a 05 dias na cidade. Podemos também citar outros benefícios gerados pela “indústria dos eventos”, tais como:
  • Equilíbrio na relação de oferta e demanda, ocasionando um aumento significativo da taxa ocupacional de hotéis. De fato, a maioria dos organizadores prefere realizar seus eventos em épocas de baixa temporada, pois além da facilidade de se reunir um grande número de participantes, existem diversos locais interessados em sediar o evento, o que facilita as negociações e traz mais benefícios para o organizador.
  • Aumento na arrecadação de impostos. Através da movimentação econômica generalizada, ocasionada pela realização do evento, tem-se uma alta significativa na arrecadação de impostos, o que cria um aumento da receita do município sede, que se reverte diretamente em benefícios à comunidade local.
  • Grande retorno de imagem. Sendo o evento bem estruturado, a cidade sede fica significativamente exposta na mídia regional ou até mesmo nacional. A imagem da cidade é difundida também pelo turista, que passa a ser um divulgador potencial em seu ponto de origem, ou até mesmo em outras cidades.
  • Criação de uma identidade turística voltada para realização de eventos, uma vez que já tenham sido realizados outros eventos com sucesso.
  • Enriquecimento cultural da população local, através do intercâmbio promovido pelos participantes e pela inserção de novas tendências e tecnologias.
  • A partir dos pontos descritos acima, identificamos uma série de características positivas para o desenvolvimento de eventos, tendo como objetivo, principalmente, gerar benefícios econômicos. As ações devem ser desenvolvidas em bases sólidas, envolvendo toda a comunidade. Caso contrário, podemos enfrentar conflitos que, em muitos momentos, chegam a inviabiliza-las.
     
    3. CONCLUSÕES

    Além de uma alternativa de lazer, a realização de um evento é, hoje em dia, mais um instrumento de desenvolvimento sócio-econômico, seja para a população de um determinado local ou para o poder público. Na verdade, os benefícios gerados pelo evento – aumento do fluxo turístico, divulgação da cidade, geração de empregos e de renda, entre outros – atingem direta e indiretamente a todos os setores da economia local, que se envolvem de alguma forma com a atividade.

    Assim, devemos atentar para a grande importância que o setor de eventos tem para as “cidades sede” e região, uma vez que fomenta a economia local. A atividade turística – e aqui de modo especial a produção de eventos – gera movimentação nos mais variados setores, tais como alimentação, entretenimento, transportes e faz funcionar de maneira ainda mais satisfatória e progressista o ciclo econômico de um município.

    4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


    ALLEN, J. et al. Organização e gestão de eventos. São Paulo: Campus, 2003.
    BIANCHI, A. C.; ALVARENGA, M.; BIANCHI, R. Orientação para estágio em turismo: trabalhos, projetos e monografias. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.
    CANTON, A. M. Eventos: ferramenta de sustentação para organizações do terceiro setor. São Paulo: Roca, 2002.
    DENCKER, A. de F. M. Métodos e Técnicas de Pesquisa em Turismo. São Paulo: Futura, 1998. Dimensionamento econômico da industria de Eventos no Brasil, 2001/2002 in. Sebrae e Revista dos Eventos.
    GIACAGLIA, M. C. Organização de Eventos: teoria e prática. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003. MATIAS, M. Organização de Eventos. 2. ed. Barueri: Manole, 2002.
    MEETINGS & CONVENTIOS - Revista dos Eventos. Ano V, número 21, Jan./ Fev. 2003. São Paulo / SP.
    MELO NETO, F. P. de. Criatividade em eventos. 2. ed. São Paulo: Contexo, 2001.
    MONTEJANO, M. J. Estrutura do Mercado Turístico. 2. ed. São Paulo: Roca, 2001.
    TENAN. I. P. S. Eventos – Coleção ABC do turismo. São Paulo: Aleph, 2002.
    HOELLER, E. H. Turismo de eventos: Centreventos Cau Hansen de Joinville - SC. In: Turismo e Segmentação de Mercado. São Paulo: Futura, 2002.
    PETROCCHI, M. Gestão de Pólos Turísticos. São Paulo: Futura, 2001.
    TENAN. I. P. S. Eventos – Coleção ABC do turismo. São Paulo: Aleph, 2002.
    Perfil de Carlos Roberto Zanini aqui
    André Luiz Lopes de Faria é professor da Disciplina Planejamento Ambiental do Turismo da Faculdade de Turismo de Santos Dumont / MG

     
     

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