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Carnaval de Congo em Cariacica.
4/4/2005 - Gazeta On Line

O congo é uma manifestacao cultural peculiar do Espírito Santo e Bahia, com características simplistas devido a sua origem de escravos que ultilizam instrumentos rústicos para compor ritmo a suas letras.



Carnaval de Congo de Cariacica

04 de abril de 2005

De 8 às 18 horas

Roda D’Água – Cariacica

Quando a batida do congo toca no peito e a dança de máscaras ressurge na região rural de Cariacica começa uma das mais autênticas expressões da cultura e da religiosidade dos moradores do município: o Carnaval de Congo.

Como acontece há dezenas de anos, a festa será realizada no dia de Nossa Senhora da Penha, 04 de abril (segunda-feira), numa homenagem dos congueiros à padroeira do Espírito Santo. A previsão é reunir mais de 40 mil pessoas das 08 às 18 horas, em Roda D’Água.

A partir deste ano, a Prefeitura Municipal de Cariacica quer fortalecer o potencial cultural e turístico da região através da integração entre as bandas. Pela primeira vez serão instaladas tendas para que cada um dos grupos possa apresentar sua história e potencialidades artísticas. A nova administração quer dar maior visibilidade aos congueiros e suas atividades de modo a promover o desenvolvimento local a partir da preservação da cultura popular.

Conheça um pouco da história

Os filhos da terra, descendentes das antigas famílias de congueiros contam que, no passado, diante da dificuldade de locomoção até o Convento da Penha, os moradores decidiram homenagear a padroeira capixaba saindo pelas ruas da localidade em procissões animadas por tambores de congo. A festa cristã organizada pelos brancos misturou-se às raízes negras e indígenas dando origem ao carnaval.

No período da escravidão, conta a crença popular, os negros usavam máscaras para que não pudessem ser reconhecidos por seus senhores durante a festa. A presença dos mascarados transformou-se numa brincadeira tradicional do evento. Os moradores utilizam uma técnica rústica e materiais simples como papel, cola e tinta para produzir as máscaras que esconderão a identidade de alguns congueiros até o final do carnaval. Hoje, a máscara é uma das peculiaridades do Carnaval de Congo de Cariacica.

Das antigas comunidades até as gerações atuais, a festa manteve seus traços originais e ainda incorporou novos instrumentos como a casaca. Foi realizada pela primeira vez no bairro Piranema, depois passou a ser festejada em Boa Vista e Taquaruçú e, hoje, reúne milhares de pessoas no bairro Roda D’Água.

Banda de Congo São Benedito de Piranema

Uma das mais antigas bandas do município, São Benedito de Piranema, surgiu em março de 1937. A fundação contou com a participação do saudoso Antero Ramos e Benedito Epifânio. O ritmo rápido e alegre marca o tipo de batida de congo de Piranema cujas lembranças estão guardadas na memória dos velhos congueiros como Vitório Manoel de Araújo, presidente de honra.

Banda de Congo São Benedito de Boa Vista e Banda de Congo Unidos de Boa Vista

Em 1947 surge a Banda de São Benedito de Boa Vista. Nos primeiros tempos, os congueiros saíam de casa em casa para bater o congo e chegavam a caminhar enormes distâncias, ultrapassando os limites do bairro Boa Vista para chegar a Piranema e Roda D’Água. Entre os fundadores estavam Jeová Pereira Meireles, Galdêncio Teixeira, e tantos outros mestres.

No início, a banda era a principal atração dos domingos de festa e costumava sair do município para se apresentar em outras cidades capixabas. Em 1954, a batida do congo de São Benedito de Boa Vista foi ouvida em São Paulo durante o Encontro Internacional de Música Folclórica. Enquanto a tradição quebrava as fronteiras, a área rural do município continuava a estimular o congo junto às novas gerações.

Com o tempo, vários componentes da Banda de São Benedito deixaram o grupo para formar uma outra banda: a Unidos de Boa Vista. Hoje, a Unidos reúne 30 componentes distribuídos em diferentes faixas etárias, dos 15 aos 78 anos.

Da velha geração, um dos mais antigos da Unidos é Galdêncio Teixeira, exemplo da fidelidade à tradição. Durante décadas, ele tocou tambor e, anos mais tarde, conheceu a casaca - instrumento feito de bambu pela própria comunidade e que acompanha o congueiro até hoje nas apresentações.

Apesar da separação, Jeová continua à frente da Banda de Congo de São Benedito. Aos 79 anos, o mestre guarda os instrumentos, as histórias e ainda luta para manter viva a chama do grupo que deu origem ao carnaval em Boa Vista.

Banda de Congo Mirim Unidos de Boa Vista

Unidos de Boa Vista tem investido na preparação das crianças para preservar o trabalho dos velhos congueiros. A banda envolve meninos e meninas na faixa etária de um a 15 anos. Eles se reúnem toda semana para ensaiar as antigas canções e aprender um pouco mais sobre o ritmo do congo.

Pai, mãe, filhos, tios, primos e netos se entrelaçam nesta história de devoção e amor à cultura popular. Esse é o caminho comum percorrido pelas bandas de Cariacica. Um exemplo é o de Maria da Penha Teixeira Martins, a Darinha, de 51 anos de idade, mestre de congo, filha de Galdêncio Teixeira, um dos primeiros congueiros de São Benedito de Boa Vista, atual componente da Unidos de Boa Vista. Desde os oito anos, Darinha participa do congo e chegou a assumir o lugar do tio como mestre no grupo. Hoje, ela coordena a banda mirim e dá a sua contribuição para as novas gerações.

Banda de Congo Santa Izabel de Roda D’Água

Com forma de resgatar a tradição do congo tão cantado pelas antigas gerações, surge, em 1968, a banda de congo “Santa Izabel de Roda D’água”, sob as bênçãos do saudoso mestre Manoel Queiroz. Os barris usados para armazenar vinho, que viravam tambores, ainda existem. Alguns deles completam hoje quase 40 anos e mantêm o som dos primeiros anos. No início, a banda caminhava pela região com destino a alguma casa onde se compartilhava a alegria de viver em comunidade.

Anos mais tarde, a banda ultrapassou os limites regionais para tocar em outras terras. Foi quando Santa Izabel de Roda D’Água apresentou seu congo para um grupo composto por mais de três mil trabalhadores da Petrobrás, no município carioca de Macaé. Com 35 componentes, distribuídos na faixa etária dos 16 aos 76 anos, a banda participou da gravação do filme “O Amor está no Ar” do jornalista Amylton de Almeida. Essa e outras histórias serão contadas durante o Carnaval de Congo de Cariacica deste ano numa das tendas montadas pela atual administração para divulgar e fortalecer a cultura local.

Congo Mirim Roda D’Água

Nelzino Cândido Porfírio, mais conhecido como mestre dos Santos, costumava incentivar os filhos e netos a tocar o congo. Em memória ao velho congueiro, falecido aos 70 anos (1997), as crianças dos bairros de Roda D’Água, Taquaruçú e Boa Vista realizaram a primeira apresentação do Agrupamento de Congo Mirim, em 1998, durante o carnaval de congo.

Nelzino recebeu o apelido “Dos Santos” durante a infância, pois havia nascido na véspera do Dia de Todos os Santos. Seus amigos ainda o apelidaram de “Bondade” por causa do espírito de cordialidade do congueiro na relação com os outros. “Bondade” era uma espécie de conselheiro e protetor da comunidade, membro da Liga Católica, líder sindical rural, mestre de congo, agricultor, comerciante, membro da Folia de Reis, da marujada e desportista amador.

O agrupamento nasceu da iniciativa da filha do saudoso congueiro, Ana Rita Serrano Porfírio. Ela organizou as crianças juntamente com sua prima Nilzete Araújo e as treinou com o auxílio de congueiros, mestres, familiares e pessoas da comunidade como Antônio Cardoso, Valdeci Vieira, Darinha, Itagiba, Manoel Queiroz, Gabiroba e tantos outros. Deste grupamento mirim, resultou a formação da Banda de Congo Roda D’Água e o fortalecimento da Banda de Congo Mirim Unidos de Boa Vista.

Em 2001, o Congo Mirim de Roda D’Água representou o estado do Espírito Santo no projeto intitulado “Canções do Brasil”. O CD-Livro revela a cultura musical brasileira de cada estado do país e mostra a diversidade de ritmos, letras, melodias e maneiras de cantar das crianças. Por conta deste projeto, os meninos e meninas de Roda D’Água se apresentaram no Sesc Pompéia, em São Paulo, consagrando o congo entre as maiores expressões culturais do país. Hoje, a banda mirim é composta por 30 crianças e reúne integrantes com idade que vai dos dois aos 14 anos.

Banda de Congo São Sebastião de Taquaruçú

Quando a banda surgiu, em 1983, havia apenas três tambores pequenos e dois grandes. Não demorou muito para o grupo inserir a buzina e o chocalho. Também não foi difícil encontrar o ritmo, pois os integrantes tinham na veia o sangue do congo herdado dos antigos congueiros da região como Manoel Vieira Sobrinho e Domingos Ferreira. Bons eram os tempos em que a banda saía pelas ruas do bairro, visitando as famílias e, algumas vezes, chegava até o município de Viana para participar das festas religiosas.

Em1996, a banda participou da gravação do primeiro disco do Grupo Moxuara chamado “Quarto Crescente”. Ao gravar duas toadas “No pé da pedra tem água” e “Eu mandei carimba”, São Sebastião de Taquaruçú tornou-se a primeira banda de congo a gravar sua música em estúdio no Espírito Santo. Hoje, o grupo possui 30 componentes, entre eles, crianças que aprendem a tocar e cantar para preservar a história.

Programação

8 horas – Procissão com a imagem de Nossa Senhora da Penha.

Saída: Sede da Banda de Congo Santa Izabel de Roda D’Água, com participação de todas as bandas do município e dos mascarados.

9 horas – Abertura da exposição das Bandas de Congo – Congo Arte.

10 horas – Chegada das bandas visitantes.

18 horas – Encerramento com a participação das bandas de congo e show pirotécnico.

 
 

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