Bonito pode ganhar programa que leva a comunidade aos atrativos naturais do município em maio
Até o mês que vem, acontece em Bonito/MS a segunda etapa do Projeto Ybirá Pestalozzi de Educação Ambiental, Socialização e Lazer. A seqüência do programa pode definir uma nova etapa de atividades turísticas para a região da Serra da Bodoquena. Dessa vez, o Colégio Pestalozzi selecionará os alunos com dificuldades motoras mais acentuadas e menor resistência física em comparação ao primeiro grupo – que participou da primeira etapa no último dia 29. A data deve ser definida nos próximos dias. Com a seqüência desta iniciativa, tanto o colégio quanto a direção do Ecoparque La Paloma dão o pontapé inicial para formatar um calendário e um programa de atividades de turismo de inclusão social em Bonito. “O turismo de inclusão social é uma necessidade inadiável; caso contrário a comunidade do município ficará à margem do que a cidade tem de melhor: seus atrativos naturais.”, afirma o coordenador da Escola Pestalozzi de Bonito, Mário Ramão Benevides. Nas atividades do dia 29 de março, participaram dez estudantes. Durante mais de sete horas, eles tiveram a experiência radical do arborismo, fizeram trilhas, receberam aulas de educação ambiental, coletaram sementes e mudas para plantio e tomaram banho de rio. O passeio no circuito de arborismo de Bonito é feito através de oito árvores em um percurso de aproximadamente 380 metros em equipamentos de segurança de origem francesa homologados pela União Internacional de Alpinistas Associados. O participante deverá ter uma altura mínima de 1,4 metro e um peso máximo de 90 kg. Ele desliza entre as copas de árvores - com até 20 metros de altura - presos por cabos e cordas. Em alguns trechos, a velocidade de deslocamento entre as árvores chega a 50 km/hora. PRÓXIMA ETAPA Nesta segunda fase, o novo grupo de estudantes passará o dia no Ecoparque La Paloma, mas não fará o passeio pelo circuito convencional de arborismo Ybirá Pe. “Estamos elaborando um circuito alternativo para que todos possam participar, sem qualquer tipo de inibição ou empecilho de ordem pedagógica”, avisa o coordenador geral do Ecoparque, Afonso R. Rodrigues Jr. A área – de mata fechada, trilhas internas e banhada pelo Rio Formoso - tem 50 hectares e fica distante cerca de sete quilômetros do centro de Bonito. O circuito começou a funcionar em janeiro deste ano, atendendo principalmente turistas estrangeiros e do eixo Rio-São Paulo-Paraná. A partir do projeto envolvendo o Colégio Pestalozzi de Bonito, o Ecoparque pretende fixar-se em um trabalho de turismo de inclusão social, atendendo a própria comunidade de Bonito.