eMix

Página Principal | Pesquise | Fórum | Chat | Aniversariantes | Cadastre-se | Confirmação de Cadastro
Login :  Senha :  
 EXPEDIENTE
 Quem somos
 PROCURE MATÉRIA
 Por autor
 Por data
 Por assunto
 CANAIS
 Biblioteca
 BrasilZÃO
 Código IATA
 Cursos de graduação  e pós reconhecidos
 Cursos livres
 Entidades de Turismo
 EturZinho
 Eventos
 Fala Secretário!
 Humor
 Links recomendados
 Listas de discussão
 Órgãos de Turismo
 Rodarabaiana
 Serviços
 Tudo do Etur
 
 
 
 


Cultura e Lazer em Hospitais





Ir a um hospital ou permanecer hospitalizado já não é mais uma realidade tão distante quanto era há algum tempo atrás. Os avanços na medicina e o aumento dos problemas de saúde tem provocado um afluxo de pacientes a hospitais e clínicas sem precedentes, tanto em instituições particulares como públicas.

No entanto, ser retirado abruptamente ou de forma programada do seio da família, do trabalho e das atividades sociais, tem um profundo impacto na psique da grande maioria dos seres humanos. Seja por alguma doença ou acidente, trata-se de um momento extremamente difícil para o paciente e para os seus familiares que fragilizados necessitam demasiadamente de atenção e empatia nesses momentos difíceis.

Essa é uma das razões pela qual as instituições que cuidam de vidas, deveriam envidar todos os esforços no intuito de resgatar a saúde do doente e devolver-lhe a alegria de viver, ofuscada ante momentos difíceis e estressantes, preocupando-se não apenas em tratar da doença, mas cuidar do paciente como um todo, física, emocional e psicologicamente falando.

O ideal é começar pela mudança de mentalidade de funcionários e médicos, onde o hospital não deveria ser o local onde apenas se trata de doentes. Afinal, o produto de consumo do hospital é a saúde, é para isso que o hospital é procurado, para vender saúde.

Mas para que isso ocorra, uma série de medidas precisam ser tomadas, abrangendo desde o momento da divulgação do hospital ao acompanhamento médico regular após o tratamento. Entre as muitas medidas a serem tomadas, temos o espaço de tempo em que o paciente permanece no hospital, olhando para o teto, assistindo a programas que em nada ajudará seu estado de saúde.

Esse precioso tempo de espera pode ser preenchido com atividades lúdicas ou culturais, ou ambas. Agregar conhecimento durante este período de tempo não apenas será vantajoso para o hospital que se diferenciará, assim como será de enorme valia para os pacientes cujo limitado espaço será aumentado em diferentes dimensões.

Trata-se de propiciar o enriquecimento do paciente durante sua estada no hospital. Atividades culturais e lúdicas realizadas durante a estada do paciente, tornará menos longa e penosa o período de convalescença. Envolvê-los com atividades tais como apresentações musicais ou teatrais, apresentações de filmes selecionados em telões nos auditórios, oficinas manuais como o Origami e plantas como Bonzai, pequenas bibliotecas, também disponibilizar um pequeno jardim em que os próprios pacientes possam cuidar, entre tantas outras alternativas como sessões de exercícios monitorados pela equipe de fisioterapia pelas manhãs e tardes mudará o clima e causará profundas mudanças em pacientes, familiares e funcionários.

Quanto a agregar novos conhecimentos enriquecendo a estada do paciente, podem ser proferidas palestras sobre alimentação, postura, estados emocionais entre outros temas que abordem a saúde em geral, onde o paciente poderá sair do espaço restrito do seu quarto (o espaço da recuperação) para o espaço livre (o espaço do resgate da dignidade) da volta à normalidade.

Espaço para que as atividades sejam realizadas não faltam nos hospitais de um modo geral. A grande maioria possui ao menos um auditório, ou sala ampla onde essas atividades podem ser realizadas, de preferência que sejam claras e iluminadas por luz natural, pelo sol. Quanto aos profissionais para desenvolver essas atividades, o próprio hospital dispõe de praticamente todos.

Fisioterapeutas, nutricionistas, médicos, psicólogos e assistentes sociais tem muito a acrescentar, informar aos paciente internados, assim como a ajudar aos que por dificuldades diversas não tem acesso a tais informações e dicas úteis. Obviamente nem todos os pacientes poderão sair dos seus quartos para essas atividades, cada um tem uma limitação ou doença limitante.

Mas o médico poderá avaliar cada paciente liberando-o ou não para por exemplo assistir a uma palestra e não participar das oficinas ou vice-versa. Uma retaguarda médica pode ser montada para eventuais emergências. A importância dessas atividades se refletirão no tempo de internação e melhora dos pacientes, que poderão ser reduzidas sensivelmente. É sabido por toda a comunidade médica das benesses que a mudança de ambiente pode provocar no paciente.

A predisposição mental e física influencia diretamente o lado psicológico do paciente provocando uma melhora no quadro geral ao encontrar vias de escape que o auxilie durante o período de melhora a resgatar a sua saúde.
 
Há quem defenda a “edenização” do hospital, ou a aproximação de pacientes a animais e plantas em alguns momentos da sua internação como alternativa de tratamento. Mas independente da atividade escolhida, tratar não somente o físico mas também o emocional vai ser determinante na melhora ou tempo de recuperação do paciente. Há ainda outros agravantes, é doloroso freqüentar as pediatrias da maioria dos hospitais. A criança não entende plenamente o seu sofrimento e o porquê precisa ser hospitalizada. E ela não deixa de ser criança durante a sua internação, ela precisa brincar como terapia complementar.

No entanto, salvo os parcos momentos de descontração, muito pouco ou quase nada é permitido a esses pequenos seres que muitas vezes vêem o pessoal da saúde como algozes amedrontadores. Brinquedotecas ou salas de recreação podem não trazer a saúde da criança de volta ou diminuir o seu tempo de internação da maioria das crianças, mas devolverá certamente em alguns momentos a felicidade de ser uma criança novamente, durante a doença.

A criança não deixa de ser criança enquanto está doente e portanto não precisa deixar de agir como tal. Para quem está internado num hospital, se envolver em atividades que minimizem o sofrimento causado pela doença, se torna um poderoso sedativo e cicatrizante de feridas que os melhores remédios não podem conseguir. Hospitais que aderem à filosofia da Hotelaria Hospitalar ou ainda priorizam a humanização no atendimento, se dispõe a inserir profissionais que se importam com o ser humano e investem no paciente. Razão pela qual recreacionistas podem estar atuando nas brinquedotecas dos hospitais, ou contadores de histórias nas pediatrias.

Profissionais da hotelaria podem estar atuando implantando serviços que priorizem a hospitalidade dispensada aos clientes de um modo geral, já que a mentalidade predominante nessa classe de profissionais favorece a implantação dessas atividades. Permitir o acesso dos pacientes à biblioteca, ou ceder a título de empréstimo os seus livros é uma das alternativas à televisão. Teatros onde os próprios funcionários, ou ainda pacientes participam são possíveis e já ocorrem em alguns hospitais.

Caso isso não seja possível, há instituições que estão se especializando em freqüentar hospitais para proporcionar momentos de prazer e alegria aos convalescentes, apresentando inclusive peças teatrais. É o caso do Projeto Carmin que leva pincéis e tintas para a cama da criança e dos Doutores da Alegria entre outras iniciativas.

No Projeto Carmin lençóis sujos de tintas ou aquarelas são na verdade ingredientes valiosos para o universo de crianças internadas, que fogem do seu estado sem sair do próprio corpo, pintando e criando mundos. A utilização dessas alternativas chegam às vezes a ser questionadas inicialmente por muitos profissionais (uma rejeição ao novo), no entanto após os resultados todos acabam se envolvendo.

Concertos de pianos, de violino ou mesmo apresentações de corais e grupos musicais tem sido realizado com sucesso em diversos hospitais em São Paulo. A música é uma terapia que cura, ou que facilita o processo de cura, e o gosto musical ou a necessidade de se embriagar com doces canções não cessam com a internação.

Disponibilizar salas onde hajam jogos de xadrez, dominó, dama entre outros permitem agradáveis horas para aqueles que não possuem nenhuma restrição de contato entre pacientes ou familiares. O grande paradigma da área hospitalar é afastar o paciente de tudo durante a sua convalescença.
 
O grande problema é que o paciente não é afastado somente do que é ruim, mas também de muito do que poderia estar contribuindo com a sua recuperação. Que são justamente atividades culturais e de lazer dentro dos hospitais.
 
Durante a estada do paciente, agregar conhecimento não deveria ser apenas uma opção elitista, mas sim uma forma de enriquecer a todos os envolvidos na rotina hospitalar. Desde o mais simples cidadão com ou não tempo ocioso, ao mais alto executivo ocupado e sem tempo, que diante de uma hospitalização se vêem num quarto de hospital sem muito o que fazer; o tempo livre se transforma numa oportunidade de realização de atividades que em outros momentos seria difícil de serem realizadas.

São palestras que abordem as mais diversas áreas do conhecimento, como postura e como ela influencia nas dores musculares. Como a alimentação influencia na qualidade de vida, os melhores alimentos e a melhor forma de utiliza-los. Como lidar com o stress ou como prevenir determinados tipos de doenças.

Enfim, há uma infinidade de temas que podem ser abordados pelos profissionais que atuam dentro dos hospitais na forma de palestras para os pacientes que estão em condições de ouvi-las. Esse tipo de atividade pode consumir mais tempo de todos no hospital, pode gerar alguns gastos se quiserem investir realmente. Assim como vai resultar num retorno social e financeiro no mercado, gerando uma imagem positiva na sociedade e conseqüentemente uma maior procura pelos serviços do hospital.

Mas o que realmente valerá todos os esforços envidados, serão os inúmeros sorrisos e risos de adultos ou crianças que desprovidas de saúde, recebem ao menos calor humano. Ou mesmo os tantos moribundos que encontrarão uma razão para viver ou lutar pela vida ainda com maior intensidade, ou descansar suavemente o sono eterno.

Assim, atividades culturais e de lazer em hospitais não apenas tem a função de preencher o tempo vazio do paciente durante a sua internação, mas de enriquecê-lo e de provê-lo de momentos agradáveis no período mais difícil de sua vida. Visa também minimizar os traumas causados por internações hospitalares, contribui com a melhora do paciente e com a qualidade dessa melhora.

Há sem dúvida os benefícios adicionais de não perceber o tempo passar e ainda propiciar o intercâmbio de informações e apoio mútuo entre os pacientes e familiares.

 
 

Faça como QGZLKYJUiBG, comente esse conteúdo com os outros visitantes Turismo, Cultura e Lazer - ETUR



 
 

Pedimos que após a leitura você nos dê sua opinião sobre esse conteúdo.

Bom
Bom
Regular
Regular
Ruim
Ruim


 
 
Veja mais Revista Edição 013:

 Projecto Cidades Saudáveis
 .Globalização ameaça "poesia" geográfica em Campos do Jordão
 
 
305 Usuários On-Line 
Novos Associados
Sejam bem-vindos
Janielle (CE), Wilson (RJ), Gloria (RJ), Felipe (SP), Paulo (BA), Lisiane (BA)
Gestão 2013 - Ministro de Estado do Turismo Pedro Novais Lima - Embratur: Mário Augusto Lopes Moysés
© 1996-2013 e.Mix Informática e Serviços Ltda.