----- Original Message -----
From: britto
To: preservasp@yahoogrupos.com.br
Sent: Friday, June 16, 2006 2:34 PM
Subject: Re: [preservasp] Re: Carta aberta ao Governador de S. Paulo
Amigos!
Falei pessoalmente com o vereador Juscelino Gadelha no dia 13, que me
disse que foi aprovada a preservação do prédio Hotel das Bandeiras no Cásper
Líbero, e outro na região, não ficou claro qual.
Ele disse que o grupo o tinha procurado um dia antes, e essa era a
situação, a de ter sido aprovada a preservação.
Confirmam?
Abraço.
Eduardo Britto
----- Original Message -----
From: "erubies" <>
To: <preservasp@yahoogrupos.com.br>
Sent: Thursday, June 08, 2006 5:25 PM
Subject: [preservasp] Re: Carta aberta ao Governador de S. Paulo
Prezado Rafael:
Agradeço os seus comentários, e de fato, a mensagem não apenas foi
enviada por email como foi entregue hoje a uma assessora do
Governador, no Mackenzie. Alguns órgãos da imprensa já estão
informados de nossa carta, que é apenas um dos instrumentos da nossa
campanha pela preservação do Hotel das Bandeiras, e aqui vai um
esclarecimento. A campanha pela preservação do Hotel foi a primeira
iniciativa que nós tivemos aqui na lista após sua criação, e isso no
final do ano passado. Portanto, a luta pelo Hotel das Bandeiras não
é de agora, e culminará no próximo dia 13, que é quando sai a
decisão final a respeito do tombamento ou não do imóvel. Para
maiores informações sobre a campanha, entre em:
http://www.piratininga.org/hotel-das-bandeiras/hotel-das-
bandeiras.htm
A intenção destrutiva do metrô é patente, uma vez que o pedido de
demolição dos imóveis vem sendo reiterado pela companhia, mesmo após
a mobilização realizada pelo comitê.
Por fim, nossa mobilização não se limita ao envio desta carta.
Estamos tentando participar da sessão do Conpresp do dia 13, com um
dos nossos membros, e procurando pessoalmente o vereador Juscelino,
que é representante da Câmara Municipal no Conpresp.
Mais uma vez, obrigado, e caso tenha alguma outra dúvida ou
observação, é só falar.
Jorge Rubies
--- Em preservasp@yahoogrupos.com.br, Rafael Botelho
<> escreveu
>
> Jorge,
>
> Esta manifestação foi também enviada por outros meios
> além da mensagem eletrônica? Os responsáveis por sua
> elaboração chegaram a entrar em contato com algum
> órgão de imprensa capaz de lhe dar maior divulgação?
>
> Peço desculpas por ser tão "perguntador", mas minha
> experiência com "e-mails" de órgãos públicos me
> aconselha a não confiar neles em caso de real urgência
> e interesse em fazer a mensagem chegar a seu
> destinatário.
>
> Normalmente, quando respondem, eles o fazem de maneira
> automática, sem qualquer compromisso em levar adiante
> o assunto. Talvez, uma manifestação mais "pública"
> possa surtir maior efeito.
>
> Além disso, gostaria de saber se já tiveram acesso a
> documentos que demonstrem essa intenção destrutiva do
> Metrô. Veja, não se trata de duvidar da capacidade de
> destruição da companhia, mas apenas de conseguir
> evidências mais concretas desse projeto de modo a
> conquistar o apoio dos mais céticos.
>
> Em tempos de eleição, todos sabemos como os políticos
> tendem a ver "manobras" em qualquer manifestação, por
> mais legítima que seja...
>
> Desde já agradeço sua atenção e peço que não encare
> minha manifestação como uma contestação, mas sim como
> uma ajuda. Afinal, trata-se de um patrimônio de todos
> nós.
>
> Abraços,
>
> Rafael Botelho.
>
> --- Jorge e Edmundo Rubies <>
> escreveu:
>
> > EXCELENTÍSSIMO PROFESSOR DOUTOR CLÁUDIO LEMBO
> >
> > GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO
> >
> > Senhor Governador:
> >
> >
> >
> > Somos integrantes de um grupo de cidadãos, composto
> > em sua maioria por jovens estudantes, que luta pela
> > preservação de três prédios de grande interesse
> > histórico, paisagístico, urbanístico e arquitetônico
> > da cidade de São Paulo: o Hotel das Bandeiras,
> > esplêndida construção de 1922 situada no final da
> > Avenida Cásper Líbero, a única daquele lado da
> > antiga Rua da Conceição a ter sobrevivido ao
> > alargamento da via, nos anos 40, e que foi palco de
> > memoráveis histórias envolvendo um dos maiores nomes
> > de nossa música, Luiz Gonzaga, o Gonzagão, entre
> > outras; um monumental prédio em estilo art déco na
> > Rua Brigadeiro Tobias que abrigou a Secretaria da
> > Finanças do Município; e finalmente, um dos últimos
> > casarões da Rua da Consolação, quase em frente ao
> > campus da Universidade Mackenzie, onde Vossa
> > Excelência leciona. Todos esses bens arquitetônicos
> > estão ameaçados de demolição pela Companhia do
> > Metrô, numa história que mais parece a reprise da
> > ocorrida com o Palacete Santa Helena, 35 anos atrás.
> >
> >
> >
> > Através de livro recentemente publicado sobre o
> > Santa Helena, soubemos de seu apreço e respeito pela
> > memória daquele extraordinário prédio desaparecido,
> > já que seu pai, Leonino Lembo, foi um dos principais
> > responsáveis por sua construção. O Palacete Santa
> > Helena era provavelmente o prédio mais fantástico
> > jamais construído na cidade de São Paulo, dotado de
> > um cineteatro que por si só rivalizava em luxo com o
> > Teatro Municipal, além de fazer parte da história
> > das artes plásticas no Brasil, por ter sediado o
> > famoso grupo de pintores que leva o seu nome. E a
> > lista de tesouros arquitetônicos destruídos pelo
> > Metrô está longe de se limitar ao Santa Helena,
> > tendo destruído anos depois, em 1975, um imóvel
> > ainda mais significativo para a cidade: um dos dois
> > últimos casarões coloniais do centro de São Paulo,
> > também na Praça da Sé, sem falar de inúmeras outras
> > jóias arquitetônicas que tiveram o mesmo destino,
> > como o Palacete Tina, na Praça Clóvis; o Colégio do
> > Carmo; os prédios do Grande Hotel Paulista e do
> > Hotel Rebechino, no Largo de São Bento; quarteirões
> > inteiros do Brás para a construção da linha
> > leste-oeste; um dos últimos palacetes da Avenida
> > Paulista, e tantos outros. Se o metrô parisiense,
> > por exemplo, tivesse sido construído com a mesma
> > mentalidade que o de São Paulo, provavelmente a
> > Cidade Luz não ostentaria hoje o Museu do Louvre nem
> > a Ópera de Paris. A devastação provocada pela
> > construção das linhas Norte-Sul e Leste-Oeste no
> > centro de São Paulo é comparável à sofrida por
> > algumas cidades inglesas durante a II Guerra
> > Mundial; o conjunto de tesouros arquitetônicos
> > sacrificado pelo Metrô de São Paulo toda grande
> > capital do mundo gostaria de possuir.
> >
> >
> >
> > E o prédio do Hotel das Bandeiras e os outros dois
> > mencionados no início correm o sério risco de se
> > juntarem à lista, pois apesar do apoio da sociedade
> > e da cobertura da imprensa à nossa causa, a
> > Companhia do Metropolitano insiste na demolição dos
> > imóveis. Ora, considerar que tais bens
> > arquitetônicos possam representar um entrave, por
> > menor que seja, à construção do metrô constitui nada
> > menos que uma ofensa à renomada e internacionalmente
> > reconhecida engenharia brasileira, até porque a área
> > já demolida pelo metrô na região da Luz é gigantesca
> > e mais que suficiente para a execução não de uma,
> > mas de várias obras de grande porte, como qualquer
> > pessoa que passe pelo local pode facilmente
> > constatar.
> >
> >
> >
> > Senhor Governador, mais uma vez, a célebre frase do
> > pensador George Santayana demonstra toda a sua
> > sabedoria: "Aqueles que não aprendem com o passado
> > estão condenados a repeti-lo". Por uma dessas
> > ironias do destino, o filho do homem que construiu
> > uma das maiores jóias arquitetônicas da cidade, e
> > que foi gratuitamente destruída pelo Metrô, é hoje
> > talvez a única pessoa capaz de impedir a destruição
> > de outras jóias arquitetônicas, ameaçadas pelas
> > mesmas "picaretas bárbaras" a que Vossa Excelência
> > se refere no prefácio do livro sobre o Palacete
> > Santa Helena. V. Exa. conhece como ninguém o triste
> > passado da perda daquele tesouro arquitetônico, e
> > estamos certos de que irá não apenas determinar a
> > preservação os imóveis ora ameaçados, como
> > restaurá-los e resgatá-los para a cidade e para a
> > população de São Paulo, além de tomar todas as
> > medidas possíveis para mudar a mentalidade da
> > Companhia do Metropolitano, de forma a que venha a
> > ter o devido respeito pelo nosso passado, nossa
> > memória, nossa identidade arquitetônica e nossa
> > paisagem urbana. Senhor Governador, esteja certo de
> > que as atuais e futuras gerações de paulistanos
> > serão gratas a V. Exa. pela realização de tais
> > medidas.
> >
> >
> >
> > Finalmente, gostaríamos de ressaltar que nossa
> > indignação não é contra a Companhia do
> > Metropolitano, orgulho da cidade de São Paulo, nem
> > contra seus dedicados funcionários, mas contra sua
> > alta diretoria e seus tecnocratas, que parecem ser
> > os mesmos que condenaram o Palacete Santa Helena em
> > 1971.
> >
> >
> >
> >
> >
> > São Paulo, 07 de junho de 2006
> >
> >
> >
> >
> >
> > COMITÊ PELA PRESERVAÇÃO DO HOTEL DAS BANDEIRAS
> >