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GEPPETU - Vamos mudar a história?

Não tenho ilusões de que haverá uma regulamentação do profissional Bacharel em Turismo / Turismólogo, ao menos nos moldes que se discute hoje. Não estou convencido de que este seja o caminho que "abrirá portas e janelas" para mais de 100 mil formados/formandos em cursos de Turismo. Talvez alguns mais entusiasmados acreditem que chegarão em uma agência de turismo brandindo seu canudo e reivindicando a cadeira do gerente que, apesar de estar trabalhando na profissão há 5, 10, 15 ou mais anos, "não entende nada de Turismo" (!).



Observação: este artigo foi escrito há dois anos.
Resolvi colocá-lo novamente no ar porque nada mudou de lá para cá.
Quem sabe se agora... (sou um otimista incorrigível...)


"Decepção com o curso de Turismo
(ocorrência 2825)
2/6/2006 - Francisco das Chagas Silva
Estou decepcionado com o curso de Turismo,
pois existem muitas pessoas
que atuam na área sem ser profissionais,
tirando a vaga dos que se profissionalizam como Turismólogo."

No dia 2 de junho de 2006 recebemos esta queixa ao lado através do formulário "Fale Conosco". Como se tratava de assunto pertinente ao Turismo, o pessoal de TI enviou-a para mim. Normalmente eu solicito à pessoa que redija, nem que seja um pequeno artigo, explicando sua inconformidade com algo que a aborrece. Mas desta vez fiz diferente. Lembrei da seção que criei há algum tempo para queixas, "Rodarabaiana" e postei ali mesmo.

Minha intenção era apenas dar voz ao Francisco, incorformado com seu curso e com a atuação de pessoas que, segundo suas palavras, "atuam na área sem ser profissionais". Estas mesmas pessoas, continua o Francisco, estariam "tirando a vaga dos que se profissionalizam como Turismólogo" (sic).

Minha surpresa veio dias depois quando o contador começou a girar descontroladamente e marcava um número altíssimo de visitas, nada comum para um texto que, afinal nada tinha de espetacular. Pelo contrário, resumiu-se a um parágrafo com três queixas.

Sem tirar ou dar razão ao Francisco nas três queixas, comecei a acompanhar os comentários. Não se preocupem, não tenho a pretensão de analisar cada comentário, de ser juiz da situação. Não tenho competência para tal. Mesmo porque temos vários caminhos, talvez nenhum deles possa ser considerado o "certo" ou o "errado". O que pode dar certo para Maria pode ser totalmente inconveniente para o José. Quero apenas fazer um novo comentário só que acompanhado de uma proposta. O comentário será do bacharel em Turismo Dalton que conhece bem (30 anos) a ladainha da regulamentação profissional. A proposta será do fundador do Etur Dalton, que colocará o portal Etur à disposição do Francisco, dos 25 colegas que se manifestaram neste texto, dos 1215 que leram o texto e dos 36 mil associados cadastrados no portal.

Como disse antes -- e reforço agora -- respeito a opinião do Francisco, dos 25 colegas que escreveram e naturalmente tenho certeza de que estaremos dialogando de forma civilizada como vem ocorrendo até agora.

A opinião do bacharel Dalton

Não tenho ilusões de que haverá uma regulamentação do profissional Bacharel em Turismo/Turismólogo, ao menos nos moldes que se discute hoje. Não estou convencido de que este seja o caminho que "abrirá portas e janelas" para mais de 100 mil formados/formandos em cursos de Turismo. Talvez alguns mais entusiasmados acreditem que chegarão em uma agência de turismo brandindo seu canudo e reivindicando a cadeira do gerente que, apesar de estar trabalhando na profissão há 5, 10, 15 ou mais anos, "não entende nada de Turismo" (!).

Primeiro: não existe essa possibilidade, pois existe algo chamado "direito adquirido" e com certeza não passará desapercebido das entidades classistas e dos sindicatos patronais.

"A garantia do direito adquirido (...) não impede a aplicação geral e imediata da lei nova. Resguarda, no entanto, os indivíduos que titularizam uma situação jurídica vantajosa anterior da aplicação das novas disposições legais. Estes indivíduos seguem regidos pela regra alterada ou revogada, mais vantajosa, para certos e determinados efeitos, embora a norma nova seja desde logo aplicável aos demais indivíduos. Trata-se de uma garantia individual, que funciona como tal, pois tutela a situação subjetiva de um ou mais indivíduos determinados."
Paulo Modesto em Jus Navegandi acessado em 20/07/2006.
Segundo: quando ainda trabalhava em agências de viagens e operadoras, constatei que muitos proprietários estudavam ou já eram formados em Turismo. Isso faz dez anos. Acredito que hoje, mais bacharéis sejam donos de suas próprias agências.

Terceiro: novamente recorro à experiência de muitos anos e muitas conversas com agentes de viagens. Agentes de viagens não têm pretensão de se tornarem turismólogos à força de qualquer lei. Os agentes de viagens querem ser reconhecidos como... agentes de viagens! Simples assim.

Quarto: tem soado muito mal ouvir frase muito difundida sobre "esse pessoal que aí está não entende nada de Turismo". Essa idéia, quando dita de forma generalista é, no mínimo, deselegante. Não produz qualquer efeito prático além de colocar a pessoa que a profere em uma situação de soberba. Vamos, como sugere o Juramento do Bacharel em Turismo ("preservar a atividade como instrumento de paz") então começar a nos explicar? Quem não "entende nada de Turismo?

Três etapas

Vamos delimitar exatamente nossa área de atuação, de competência técnico-profissional:

1) o que queremos/podemos fazer como turismólogos?
2) A partir desta resposta poderemos formular outras questões, ir "fechando o cerco" até descobrir "se" e "quem" "não entende nada de Turismo".
3) Agora sim, poderemos estabelecer estratégias de ação. Resumindo, colegas, dar tiro para todos os lados não produz nada de bom e pode espantar eventuais apoios.

A proposta do Portal Etur

Em primeiro lugar é necessário lembrarmos que o Portal Etur não é dirigido exclusivamente a estudantes e bacharéis em Turismo. Ele é "dirigido a profissionais, acadêmicos e simpatizantes das várias áreas que compõem o Turismo". Além disso, os estudantes e bacharéis em Turismo têm na ABBTUR seu legítimo representante pela qual temos o maior respeito e admiração. Portanto, qualquer proposta que apresentemos ou concordemos deverá, por força de nossa Missão, ser pertinente ao Turismo como um todo e não a uma determinada categoria profissional ou de mercado.

Nestes seis anos de existência do Portal Etur desenvolvemos alguns projetos que obtiveram algum êxito no que diz respeito à integração e interação de nossos associados. O mais conhecido de todos é o "Projeto Correspondentes Voluntários" ou carinhosamente chamado por seus integrantes de "Projeto CorVos". A idéia inicial do projeto previa a participação dos membros da equipe na postagem de notícias e artigos referentes ao Turismo, dando prioridade à sua cidade ou estado. O projeto evoluiu muito bem e começamos a desenvolver atividades presenciais nas cidades de origem dos corvos. Assim, temos hoje a realização de Oficinas para Formação de CorVos, Circuitos Etur a Pé e Entrevistas.

A idéia central em todas estas atividades é uma só: a valorização do estudante/profissional de Turismo em sua própria cidade. Queremos que este profissional seja reconhecido primeiro em sua comunidade. E para que isso aconteça, há uma orientação online constante: fazemos reuniões periódicas via MSN Messenger, temos uma lista de orientação específica, nos comunicamos por e-mail e em alguns casos até nos conhecemos pessoalmente. Os nossos "corvos" que passaram pelo projeto e aqueles que ainda permanecem podem falar melhor sobre as vantagens de pertencer a uma equipe coesa e motivada para a ação.

Entendemos que o "corvo" que realiza atividades presenciais em sua cidade passa a conhecer melhor sua cidade e sua rede de relacionamentos locais torne-se mais consistente. Este é o primeiro passo para aquilo que citei acima, quando falo das "três etapas". Resumindo: conhecer e delimitar o território.

Não é fácil e nem tampouco de resultados imediatos. Mas com o tempo, paciência e empenho, começaremos a ser conhecidos em nossas cidades, bairros, comunidades como "a moça do turismo", "o rapaz do turismo". Este é o rótulo que nosso "produto pessoal" precisa.

Paralelamente a estas atividades presenciais (lembrando que damos todo o respaldo online: orientação e divulgação!), teremos que começar a tomar ciência do que podemos fazer em termos legais. Não se trata aqui de "esperar" (passivo) uma possível regulamentação e sim conhecer o que a legislação atual nos permite "realizar" (ativo) como turismólogos. Todos os cursos de Turismo contam com professores de Direito que poderão nos orientar com relação a isto.

Todas estas ações serão relatadas em uma lista específica, conversaremos especificamente sobre este assunto via e-mail, messenger. Rápido e custo zero. Ao invés das lamentações que se perdem no espaço, estaremos construindo estratégias de ação.

Dessa forma, convido o Francisco, os 25 colegas que se manifestaram neste texto, os 1215 que leram o texto e os 36 mil associados cadastrados no portal a se juntarem aos nossos queridos CorVos em um grande Grupo de Estudos dos Projetos do Portal Etur, que poderíamos chamar, a partir de agora de GEPPETU, "construindo Turismo de Verdade!"

Clique aqui e inscreva-se no GEPPETU (Grupo de Estudos dos Projetos do Portal Etur) e faça a história mudar!

Este artigo foi enviado com prioridade para o Francisco e os 25 colegas que postaram sua opinião para novamente se manifestarem com relação à nossa proposta. Abaixo, como forma de reconhecimento pela manifestação, cito-os nominalmente.

O

Data/hora

Nome

Data da resposta (clique e leia)

Autor 2/6/2006 - 10:46 Francisco das Chagas Freitas
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01 19/7/2006 - 01:28 Willian
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02 18/7/2006 - 12:07 Patrícia
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03 15/7/2006 - 20:40 Fernando Aguiar
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04 15/7/2006 - 17:04 Angela
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05 14/7/2006 - 17:16 Fabíola
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06 3/7/2006 - 11:21 Fernando Aguiar
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07 2/7/2006 - 22:50 Karla Barbosa Costa
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08 30/6/2006 - 11:17 Bel
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09 30/6/2006- 07:24 André Ribeiro
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10 29/6/2006 - 20:54 Heloisa Helena de Oliveira Saldanha
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11 29/6/2006 - 09:50 Karina Icasatti
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12 29/6/2006 - 07:45 Antonio José de Oliveira
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13 29/6/2006 - 04:58 Carlos
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14 28/6/2006 - 22:00 Marcelo Monteiro
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15 16/6/2006 - 20:57 Márcia
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16 16/6/2006 - 10:22 Henrique Morangueira
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17 12/6/2006 - 11:53 Allan Kardec de Medeiros
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18 12/6/2006 - 09:52 Marcos Nascimento
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19 10/6/2006 - 19:18 Larissa
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20 10/6/2006 - 09:20 Lucas Siqueira
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21 9/6/2006 - 22:01 Tata
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22 9/6/2006 - 20:45 Rosário
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23 9/6/2006 - 18:59 Erika
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24 9/6/2006 - 18:45 Maria Cândida
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25 5/6/2006 - 14:10 Kelly
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