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Depois de 10 anos, o prédio dos Correios finalmente vai reabrir
14/1/2007 - PreservaSP

Neste Natal a coletividade do Centro não comenta outra coisa. Jornais como o Diário do Comércio e o Diário de S. Paulo até já anteciparam: o belo edifício da Agência Central dos Correios projetado por Ramos de Azevedo e construído entre 1918 e 1922, importante referência na área central paulistana, terá parte devolvida à cidade no dia de seu aniversário, o próximo 25 de janeiro, quando ela fará 453 anos.



Gente, uma ótima notícia: depois de anos e anos fechado, finalmente o prédio dos Correios e Telégrafos vai reabrir. Me perdoem por usar as palavras "vergonha" e "descaso" pela milésima vez, mais era mesmo uma vergonha um dos marcos da cidade de São Paulo permanecer fechado por quase 10 anos, por conta de mais uma das infinitas mostras de incompetência e descaso dos nossos governantes. Para se ter uma idéia, o cronograma original previa a conclusão das obras completas da agência e do Centro Cultural (um interessante projeto do escritório Una Arquitetos) para agosto de 98! Depois de todo esse tempo, só a agência vai reabrir (sem o Centro Cultural que continua previsto para as calendas gregas), mas pelo menos não precisaremos mais conviver com essa jóia arquitetônica cercada por tapumes durante uma eternidade.

Na reunião de hoje sugeri que fizéssemos uma manifestação no dia 25, e depois poderíamos aproveitar para dar uma passada no prédio dos Correios.

 Abraço,

Jorge.

 Notícia do site da Viva o Centro:

 Presente muito aguardado: Agência Central dos
Correios, no Anhangabaú, reabre em janeiro

 Por Ana Maria Ciccacio

 Neste Natal a coletividade do Centro não comenta outra coisa. Jornais como o Diário do Comércio e o Diário de S. Paulo até já anteciparam: o belo edifício da Agência Central dos Correios projetado por Ramos de Azevedo e construído entre 1918 e 1922, importante referência na área central paulistana, terá parte devolvida à cidade no dia de seu aniversário, o próximo 25 de janeiro, quando ela fará 453 anos. São 10 anos desde que o projeto elaborado pelo escritório Una Arquitetos venceu o Concurso Nacional de Arquitetura para recuperar o marcante edifício do Vale do Anhangabaú. A reabertura da agência, sem dúvida, trará mais animação ao Centro.

O que a cidade receberá em janeiro será a primeira fase dos trabalhos de restauro, reforma e modernização do majestoso edifício de 18,8 mil m2 A segunda fase, dependente de parcerias que os Correios continuam buscando, ficará para mais tarde. Em outros termos, com as obras feitas até aqui a Agência Central, que em todo esse tempo funcionou na Rua Líbero Badaró, para onde foi transferida para a execução dos trabalhos, voltará à antiga casa, no nível do Anhangabaú. Esse piso (ou térreo), o subsolo e o mezanino, acessado por uma das escadas rolantes já instaladas e também pela porta da Avenida São João, que voltará a se abrir, estão prontos, assim como toda a infra-estrutura requerida pela segunda fase.

 A Associação Viva o Centro sempre defendeu a recuperação desse prédio como um passo importantíssimo na requalificação do Centro. A expectativa agora é de que as obras não parem, que apareçam parceiros e o projeto se conclua, até para que os pavimentos superiores não se deteriorem com o tempo.

 Surpresa boa

 Quem conheceu a velha agência terá uma surpresa. O vão central do prédio recebeu reforços estruturais e foi desobstruído para deixar entrar a luz do sol – conceito presente no projeto original do escritório Ramos de Azevedo, mas nunca implementado –, graças à imensa cobertura de vidro com brises de alumínio, no teto. O piso em granito bege harmoniza-se com a pintura clara das paredes, e a restauração do lambri de madeira escura não oprime, porque o pé direito é muito alto, com cerca de 10 metros.

 Nesse nível do Anhangabaú a área total é de 5 mil m2. Foram instalados 42 guichês para receber uma agência postal toda informatizada e para proporcionar maior conforto no atendimento. O mobiliário é igualmente claro, e toda a infra-estrutura de apoio aos serviços dos Correios fica na retaguarda. Uma porta de vidro corrediça separa a agência do saguão principal de entrada (esse onde parte das paredes são revestidas por lambris), o que permitirá acessar o mezanino fora do expediente comercial.

 O mezanino, com 3,3 mil m2, segundo informações prestadas pelos Correios em Brasília, foi reservado ao Museu dos Correios, que exibirá o acervo permanente da instituição, mas também a exposições temporárias, uma Agência Filatélica e uma loja de produtos filatélicos e congêneres, além de um restaurante. Com isso, a expectativa é de que o espaço venha a ser freqüentado pelo público também à noite, em feriados e fins de semana.

Foram providenciadas a recuperação da fachada, limpeza e demolições necessárias no primeiro, segundo e terceiro andares do prédio, e se tomou o cuidado de deixar à vista “janelas técnicas” (que mostram como era a pintura original das paredes, agora restaurada) e de pintar de branco o que foi refeito por não haver condição de restaurar. Nessa fase foram investidos R$ 12 milhões.

 Expectativa

 A segunda etapa, com previsão orçamentária de R$ 40 milhões, envolverá a reforma dos pavimentos restantes e a construção de um prédio anexo para o Centro Cultural dos Correios em São Paulo. Nesse centro haverá uma sala para espetáculos teatrais, dois cinemas, espaço para exposições de artes plásticas, salão e praça de eventos, uma biblioteca informatizada, centro de convenções, livraria, café e outros restaurantes.


 
 

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