A Ministra do Turismo, Marta Suplicy, esteve em São Paulo na tarde desta segunda-feira para o lançamento do prêmio Top de Turismo da ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil).
Na ocasião, ela concedeu uma entrevista coletiva à imprensa, na qual declarou que não abre mão da pasta para concorrer à prefeitura da capital paulista em 2008.
“O Ministério do Turismo é um bebê de apenas quatro anos, ainda tem muito a desenvolver. Pretendo continuar no cargo, pois pude perceber que o turismo é uma ferramenta que atua na melhora da qualidade de vida das pessoas, além de gerar muitos empregos e fomentar melhorias na educação do País por meio da hotelaria”, declarou a ministra, que aproveitou este momento para enaltecer a iniciativa do presidente Lula de separar as pastas de Turismo e Esportes.
Sobre o prêmio criado pela ADVB, Marta Suplicy foi bastante elogiosa, parabenizando a entidade por ter percebido um nicho de mercado ainda não explorado, mas que apresenta grande potencial de crescimento. De acordo com a ministra, a premiação deve estimular a melhora do setor em todo o País por conta da competitividade entre as empresas que concorrerão ao prêmio.
Marta Suplicy aproveitou a ocasião para reiterar o pedido de voto no Cristo Redentor na eleição das novas sete maravilhas do mundo. “Espero que todos aqui presentes já tenham votado no Cristo, e quem já votou pela internet pode votar pelo celular”, disse a ministra, que afirmou ser mais fácil “vender” uma maravilha como pacote turístico. Além disso, segundo ela, um atrativo como esse facilita a distribuição de turistas a outros locais, como praias e até mesmo outros países do Mercosul.
Perguntada pela reportagem do Jornal de Turismo sobre a questão dos resorts versus cruzeiros marítimos na alta temporada, Marta Suplicy admitiu ainda não ter um conhecimento profundo sobre o assunto, mas explica que, em parceria com o Ministério da Fazenda, alguma medida será tomada no sentido de dar “fôlego” aos resorts, já que, segundo a ministra, “não é possível deixar de fora esse tipo de atividade turística”.