Para o historiador Eduardo Coelho Morgado Rezende, autor de cinco livros sobre cemitérios, o da Consolação tornou-se um espaço de encontro e de turismo, graças a sua arte tumular. Pelos seus corredores, entre os mais de 8.000 jazigos cravados numa área de 77 mil m2, não é difícil encontrar olhares compenetrados de designers, fotógrafos e estudantes de artes plásticas.
Os pés de Mário de Andrade não foram enterrados na rua Aurora, seu coração
paulistano não acabou afundado no Páteo do Colégio nem sua língua no Alto do
Ipiranga para cantar a liberdade, como pediu em um de seus poemas.
Mário
de Andrade arrumou morada definitiva no cemitério da Consolação, que completa
hoje 150 anos.
Primeiro cemitério público de São Paulo, o Consolação
abriga personalidades, como os ex-presidentes Campos Salles (1841-1913) e
Washington Luís (1869-1957), o escritor Monteiro Lobato (1882-1948) e os
companheiros modernistas de Mário: a pintora Tarsila do Amaral (1886-1973) e o
também escritor Oswald de Andrade (1890-1954).
Foi justo a rua 17 do
cemitério que Oswald escolheu como local de celebração de seu casamento com a
escritora Patrícia Galvão, a Pagu, em frente ao túmulo do pai, em 1930. Acabou
sepultado lá.
Para o historiador Eduardo Coelho Morgado Rezende, autor de
cinco livros sobre cemitérios, o da Consolação tornou-se um espaço de encontro e
de turismo, graças a sua arte tumular. Pelos seus corredores, entre os mais de
8.000 jazigos cravados numa área de 77 mil m2, não é difícil encontrar olhares
compenetrados de designers, fotógrafos e estudantes de artes
plásticas.