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Paranapiacaba: no sol ou na neblina, uma “vila inglesa” encantadora.
1/2/2005 -

Paranapiacaba, cuja palavra significa lugar de onde se avista o mar, é uma região de riquezas naturais por possuir um acervo da fauna e flora brasileiras em meio a Mata Atlântica que circunda a Vila. A arquitetura e urbanização da Vila são um modelo único na América do Sul e conta com o privilégio de localizar-se próximo a um grande centro que é a capital paulista. Esse núcleo urbano criado em função da ferrovia encanta pela magia das brumas, ela chega de mansinho e vai encobrindo a paisagem, é um verdadeiro espetáculo que transforma a vila em um local cheio de encanto.



A importância de Paranapiacaba revelou-se ainda nos tempos do Brasil império quando a atividade agrícola no interior do Estado de São Paulo baseada principalmente no cultivo do café tornou-se tão intensa que a precariedade dos meios de transportes utilizados para levar a produção do planalto paulista até o Porto de Santos transformou-se em um entrave para o desenvolvimento do Estado, tornando-se imprescindível à construção de uma ferrovia.

 

Toda história que se refere à construção do conjunto urbano conhecido, atualmente, como Vila de Paranapiacaba, gira em torno de uma ferrovia, a São Paulo Railway Company. É impossível falar da história da vila sem citá-la. A Vila foi planejada especificamente para atender às necessidades de expansão da ferrovia. Sua construção foi projetada seguindo a linha britânica com o claro objetivo de proporcionar aos funcionários da São Paulo Railway Company, boas condições de infra-estrutura e moradia. Esse novo estilo e tecnologia de construção trazida pelos ingleses formam um núcleo urbano arquitetônico de grande importância cultural, marcado por um período histórico que permitiu um acelerado desenvolvimento econômico do país. Por tudo isso, Paranapiacaba é uma vila de várias faces como história, cultura, geografia e a biodiversidade natural da Mata Atlântica.

 

O desenvolvimento das rodovias ligando a capital ao litoral foi a razão da decadência do sistema ferroviário na Vila, o arrojado projeto caiu em esquecimento, o que acontece, infelizmente, com várias riquezas do nosso passado pelo país afora. Hoje, graças à iniciativa da Prefeitura de Santo André e de outros movimentos engajados com a revitalização desse patrimônio, Paranapiacaba volta a brilhar e merecer atenção, primeiro por sua importância histórica e cultural e segundo por ser um local que oferece atrativos e condições propícias para desenvolvimento do turismo como fator sócio-econômico de desenvolvimento da região. Essa iniciativa é o testemunho de que o progresso crescente pode conviver harmoniosamente com o passado histórico.

 

Paranapiacaba, cuja palavra significa lugar de onde se avista o mar, é uma região de riquezas naturais por possuir um acervo da fauna e flora brasileiras em meio a Mata Atlântica que circunda a Vila. É também da úmida floresta que vem a densa e baixa neblina. Esse núcleo urbano criado em função da ferrovia encanta pela magia das brumas, ela chega de mansinho e vai encobrindo a paisagem, é um verdadeiro espetáculo que transforma a vila em um local cheio de encanto.

 

Chegando na pequena Vila fomos saudados pela neblina que descia suavemente da montanha. A chegada é na parte alta cujos atrativos principais são a singela igreja e o cemitério. Das escadarias da igreja vamos vislumbrando a paisagem da parte baixa com suas casas de madeira e com o Castelinho no alto da colina emoldurado pelo verde da floresta. Descendo a ladeira de paralelepípedo vamos nos aproximando da ferrovia, para chegar até a parte baixa atravessamos uma ponte por cima dos trilhos, de um lado tem a torre com o relógio réplica do Big Ben e de outro a antiga estação. Chegando ao outro lado vamos andando pelas ruas com suas casas de madeira e descobrindo ateliês e restaurantes. Tem vários artesãos que ficam concentrados na descida da ponte expondo suas mercadorias como bolsas e bijuterias.

 

Os turistas podem procurar os monitores ambientais que acompanham os grupos para fazer caminhada nas trilhas até o mirante de onde se pode avistar o mar. No caminho das trilhas o turista pode também ver nascentes de rios de águas cristalinas e se maravilhar com essa fonte de vida que carece ser preservada cada vez mais. A riqueza de espécies da Mata Atlântica que circunda a Vila merece atenção especial por fazer parte do Parque Nacional da Serra do Mar. É uma área que necessita de uma fiscalização eficaz para evitar a degradação da natureza com a exploração das trilhas de forma inadequada.

 

Esse cenário singular existente em Paranapiacaba nos permite conhecer a beleza da arte arquitetônica vitoriana que viajou além mar e desembarcou nesse pedaço de terras brasileiras, realçadas ainda mais pelo verde e neblina da Serra do Mar e tendo no Castelinho uma figura marcante como exemplar. Construído no cume de uma pequena colina, foi projetado para ser a moradia do engenheiro-chefe e os escritórios da companhia em função de sua posição estratégica, de lá é possível avistar toda a área da ferrovia e das casas, é sem dúvida, uma forte presença no traçado da Vila e um dos símbolos de Paranapiacaba pelo seu destaque e beleza. O castelinho abriga o Centro de Preservação da Memória da Vila que abriga um acervo com objetos, fotos e documentos.

 

A arquitetura e urbanização da Vila são um modelo único na América do Sul e conta com o privilégio de localizar-se próximo a um grande centro que é a capital paulistana com uma população que anseia por um passeio longe do agito da megalópole e que encontrará em Paranapiacaba o ar gracioso da neblina e poderá presenciar a influência dos ingleses nos detalhes arquitetônico que ainda permanece vivo. É só olhar para a réplica do Big Ben com seu relógio marcando lentamente os minutos de sol até que as brumas desçam vagarosamente da floresta e envolva como por magia o ambiente. Preservar a memória dessa “Vila inglesa” é conservar parte importante da história em termos de paisagem urbana e modelo de habitação, esse conjunto forma um cenário distinto, uma reunião de características ambientais, arquitetônicas e urbanísticas extremamente singulares para o patrimônio cultural brasileiro.

 

Mesmo sem a luz solar Paranapiacaba não perde seu brilho, ele está nas gotas úmidas da neblina que mais parece um doce orvalho, é uma paisagem fotogênica e sedutora. O jardim tão bem cuidado pelos ingleses no final do século XIX e até a metade do século XX, está florescendo novamente pelas luzes da revitalização e pela atividade turística. Espero que esse processo seja contínuo e que os moradores do local estejam integrados nessa nova fase de Paranapiacaba.


 
 

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