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Índice | Apresentação

Orientações médicas para a viagem
1/8/2002 - Vera Rolim

Jet-Leg, hipotermia, desidratação, primeiros socorros




Aquele desconforto que é sentido quando você faz viagens mais longas, com mudança de fuso horário, tem um nome específico: "jet-leg". Os sintomas mais comuns são sonolência, falta de atenção, irritabilidade e alterações do hábito intestinal. As mudanças ocorrem porque o corpo está acostumado ao horário das refeições e de dormir, por exemplo, que são alterados. O "jet-leg" é mais acentuado quando a diferença de horário entre o ponto de partida e o destino é superior a quatro horas. A cada hora de diferença, é necessário, em média, um dia para a adaptação completa. Isso significa que, por exemplo, em uma viagem do Brasil a Bancoc (mudança de dez horas), a sensação de desconforto só desapareceria completamente após o décimo dia na cidade tailandesa. Uma maneira de driblar em parte o "jet-leg" é começar a adaptação antes mesmo do embarque. Na medida do possível, calcule os horários nos quais deveria estar almoçando e jantando no país para onde viajará e passe a seguir essa rotina. Outra dica é tentar marcar a viagem proporcionando o desembarque durante o dia, para poder expor-se ao sol e começar a adaptação ao fotoperíodo (tempo ao qual o corpo fica exposto à luz natural) o mais rápido possível.


Como reduzir o desconforto no avião

O interior do avião está longe de ser um ambiente agradável. A pressurização e o sistema de renovação do ar deixam a umidade muito baixa (de 5 a 10%). Essa situação faz com que as pessoas fiquem com boca, nariz, olhos e garganta ressecados. Veja abaixo como prevenir cinco dos problemas mais comuns. 1. ALERGIAS Quem tem problemas alérgicos (como rinite) sofre ainda mais. Durante o vôo, o nariz e a garganta podem coçar, incomodar e provocar espirros e tosse. A área reservada para fumantes piora ainda mais essas sensações. Para combater esses problemas, os viajantes devem beber bastante líquido (principalmente água e sucos) e evitar bebidas alcoólicas _que desidratam ainda mais o organismo. 2. DOR NOS OUVIDOS Variações bruscas de pressão durante a decolagem ou aterrissagem do avião podem provocar dor nos ouvidos. Para prevenir, respire profundamente e segure o ar por dois segundos. Expire cerca de 20% do ar enquanto os lábios vão se fechando. Tente colocar suavemente o ar restante para fora com os lábios fechados (como se um trompete estivesse sendo tocado). Não force demais. Expire normalmente depois de dois segundos. Bocejar, mascar chiclete ou engolir também ajudam a diminuir a dor. 3. INCHAÇO NAS PERNAS Outro problema do avião é a falta de espaço e o desconforto de permanecer sentado durante horas seguidas. Quem mais sofre são as pernas e os pés que, por ação da gravidade e da falta de movimento, acabam tendo maior acúmulo de líquido. Como resultado, eles ficam inchados e podem provocar dor e dificuldade de locomoção. O problema pode ser ainda mais intenso em pessoas que têm varizes, insuficiência cardíaca ou tendência a apresentar inchaços (edemas) nos pés e pernas. Um dos recursos disponíveis é o uso de meias elásticas durante o vôo. Elas comprimem os pés e pernas e evitam o acúmulo de líquidos. Além disso, as pessoas devem mexer os pés para baixo e para cima (fazendo movimento de compressão e relaxamento da musculatura) e andar um pouco durante o vôo. Quem já tem problemas de edema ou varizes em pernas e pés deve procurar seu médico antes da viagem para que seja feita a escolha da meia elástica mais adequada. Para quem não tem problema, uma meia elástica de compressão suave pode dar conta do recado. 4. NÁUSEAS E ENJÔOS Outro problema comum nos vôos são as náuseas e os enjôos provocados pelo deslocamento do avião. O mal-estar pode começar subitamente e a pessoa tem inquietação, suor frio, tontura e vômitos. Quem tem tendência a enjoar deve procurar seu médico para que ele prescreva medicações que podem ser usadas antes do embarque. Algumas delas provocam, como efeito colateral, um pouco de sonolência. Escolha um lugar no avião que fique antes da asa. Não ler, não beber álcool e café, comer pouco, evitar alimentos gordurosos e apimentados, não sentar perto de fumantes e direcionar a ventilação do ar para a face são alguns dos recursos que evitam que a pessoa fique enjoada. Coma bolachas secas (água e sal) e bebidas gasosas (água com gás, refrigerantes) para colocar o estômago em ordem. 5. ANSIEDADE A situação de estar voando e a sensação de "confinamento" desencadeiam em algumas pessoas crises de ansiedade. Sintomas como suor frio, medo, taquicardia, falta de ar e desmaios são os mais comuns. Procure se distrair dentro do avião. Viaje com pessoas conhecidas ou converse com seu vizinho de poltrona. Cheque com seu médico a possibilidade de usar medicamentos que combatem a ansiedade antes de entrar no avião.
Como manter a saúde na viagem

1. Remédios Leve com você todos os remédios que toma habitualmente, em vez de deixar para comprá-los no exterior. Caso você queira comprar medicações, seu médico precisa fazer uma receita com o nome genérico do produto (o nome comercial pode variar de um país para outro). Em muitos países, mesmo com a receita do seu médico, você pode ter que passar em uma consulta com um médico local para conseguir os remédios. 2. Seguro-saúde Estatísticas demonstram que uma a cada 30 pessoas viajando pelo exterior usa serviços médicos de emergência. Um seguro-saúde pode evitar despesas no caso de uma internação hospitalar. A grandes operadoras de turismo oferecem esse tipo de seguro que cobre despesas médicas, internações e transporte em caso de acidentes ou emergências médicas durante a viagem. O custo é de cerca de US$ 1 a 2 dólares por dia de viagem. 3. Alimentos Alimentos vendidos nas ruas devem ser evitados. Fique atento ao noticiário sobre epidemias de cólera. Evite comer alimentos crus ou muito apimentados. 4. Água A água no hotel deve ser usada somente para o banho. Para beber, prefira mineral. Em países onde só há água engarrafada com gás, deixe-a descansando no copo até as bolinhas gasosas desaparecerem, se preferir. 5. Altitude Em cidade situadas a mais de 2 mil m de altitude, a pressão parcial do oxigênio diminui e pode provocar falta de ar e cansaço, até que o organismo se adapte. Antes da viagem, tente descansar pelo menos 24 horas em localidade mais baixa, sem fazer muito esforço físico.
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 HIPOTERMIA -  O perigo do frio!

A hipotermia é uma das principais causas de morte entre os excursionistas e montanhistas. Muitas vezes, por inexperiência, acaba-se confundindo a hipotermia com cansaço ou exaustão. Este colapso do corpo é ocasionado pelo frio, chuva, roupas molhadas ou pelo vento, que roubam calor do corpo rapidamente, não dando tempo para que o organismo produza o calor necessário para mantê-lo na sua temperatura normal, então o corpo passa a diminuir a circulação do sangue para os membros, preocupando-se com as áreas vitais.

FASES DA HIPOTERMIA:

Os primeiros sintomas são cansaço, tremores, irritação, calafrios. Embora os tremores produzam calor eles também gastam uma grande quantidade de energia. Em seguida a pessoa passa a ter um intenso tremor e a coordenação motora começa a apresentar falhas, inicia-se também as dificuldades em realizar ações simples como realizar um nó ou sacar um mosquetão. Os tropeções e a desorientação são comuns e nesse estado, podendo-se acidentar facilmente. Passada essa fase os calafrios param e a pessoa fica exausta, não agüenta mais andar, os músculos não respondem. Se ela não mais levantar, devido ao sono e a exaustão, a próxima fase, infelizmente será o coma seguido de morte.

COMO AGIR EM CASO DE HIPOTERMIA:

Se você se deparar com uma pessoa em estado de hipotermia não se desespere: pare o grupo, monte um abrigo, retire as roupas molhadas e coloque-a num saco de dormir, não a deixe-a em contato com o solo porque este também rouba bastante calor, se for possível faça uma fogueira. Sacos de lixo, tetos de barraca, isolante térmico e cobertores de emergência, tudo isso ajuda na hora de isolar a pessoa do vento ou do frio. Em último caso, alguém pode retirar a própria roupa e entrar junto com a vítima no saco de dormir, este procedimento já salvou muita gente, não pense duas vezes em usar esse recurso se a pessoa estiver muito mal, afinal é uma vida que está em jogo. Não desista da pessoa!!!

Bebidas quentes e açucaradas ajudam bastante, pois passam o calor para a parte interna do corpo. Veja também como estão os outros integrantes do grupo, pois pode ser que tenha mais alguém com princípio de hipotermia.
NUNCA dê bebidas alcoólicas para a vítima. As bebidas alcoólicas fazem com que a pele irradie calor para dissipar toda energia ganha com o álcool. Essa sensação de calor não dura muito tempo e, depois que ela passa, a pessoa acaba com mais frio do que antes. Isto ocorre porque o organismo dissipa grande parte do seu calor e energia para eliminar o álcool. Além disso uma pessoa alcoolizada na montanha pode sofrer acidentes graves. Esteja sempre atento, quanto mais cedo for detectada a hipotermia, mais fácil será o tratamento.

COMO EVITAR A HIPOTERMIA:

Um bom preparo físico e uma boa alimentação são importantes para enfrentar o frio, já que o organismo consome bastante energia para manter o corpo aquecido. Uma capa de chuva e uma blusa de lã são uma boa combinação contra o vento e a chuva numa emergência. A capa de chuva, ou um saco de lixo, cortam o vento, e a blusa de lã, mesmo molhada, mantém o calor. Leve sempre roupas adequadas e informe-se sobre as características do clima da região que pretende ir. Para qualquer excursão ou escalada leve sempre o equipamento de proteção contra o frio.  Fonte: http://www.valedelehi.hpg.ig.com.br/hipotermia.htm
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OS PERIGOS DA DESIDRATAÇÃO

O Verão está chegando, e com ele as ameaças gêmeas do calor e umidade. Correr no calor pode rapidamente levar à desidratação, a qual está no topo do ranking dos piores inimigos dos corredores ao lado de dobermans bravos. Desidratação prejudica sua performance e diminui sua capacidade de recobrar-se para o próximo treino. Continuar a correr quando estiver desidratado pode levar à exaustão pelo calor e morte.

Para entender melhor os perigos da desidratação, vamos dar uma olhada a o que acontece no organismo quando você corre em um dia quente. Primeiro, seu corpo automaticamente manda mais sangue para a pele para o esfriamento pela evaporação, deixando menos sangue rico em oxigênio para seus músculos das pernas. Segundo, quanto mais calor estiver, mais você transpira, e mais o volume sanguíneo diminui. Menos sangue retorna ao seu coração, então ele bombeia menor quantidade de sangue por contração. Desta forma, a sua freqüência cardíaca precisa aumentar para bombear a mesma quantidade de sangue. O resultado é que você não pode manter um ritmo tão rápido em um dia quente.

O pior de tudo, desidratação tende a pegá-lo desprevenido. Se você repor um pouco menos de fluidos do que perde a cada dia, depois de alguns dias estará correndo mal e não saberá  porque. Larry Armstrong, Ph.D., fisiologista do exercício e maratonista, induziu desidratação equivalente a 2% do peso corporal em corredores e observou uma queda de 6% na velocidade entre 5 km e 10 km. Isso significa queda de 3% na performance para cada perda de 1% no peso corporal devido à desidratação.

Não é incomum perder de 1,3 a 1,8kg de água por hora ao correr em um dia quente. A essa taxa, depois de 2 horas um corredor de 68kg poderia perder de 2,6 a 3,6kg, representando perda de 4-5% no peso corporal e decréscimo de 10-15% na performance. Isso é em torno de 1 minuto extra a cada 1,5 km. Porém, perder mais que 4-5% do peso corporal pode ocasionar danos ainda mais sérios para seu organismo.

Prevenindo a Desidratação

Caso você esteja correndo em temperaturas acima de 21 graus, ou 15 graus se a umidade for alta, manter-se apropriadamente hidratado pode ser um desafio. Você precisa de uma estratégia, nos dias quentes, para prevenir a desidratação e minimizar os efeitos acumulativos de correr no calor.

Antes dos treinamentos e corridas, concentre-se em beber quantidade suficiente de fluidos para assegurar que esteja completamente hidratado. Não se baseie no mecanismo do organismo de alerta através da sede, já que este é imperfeito. Você também não pode somente sentar-se e beber dois litros de fluidos de uma vez e achar que estará totalmente hidratado. Leva tempo para os tecidos do corpo absorverem os fluidos. O American College of Sports Medicine recomenda beber em torno de meio litro de fluidos em aproximadamente 2 horas antes do exercício para ajudar a assegurar que esteja adequadamente hidratado e ter tempo de eliminar o excesso de água. Bebidas contendo sódio são mais prontamente absorvidas pelo corpo. 

O quanto você deve beber durante suas depende do calor e umidade, e a quantidade de quilômetros que está correndo. A quantidade máxima que você deve beber é aquela que pode ser esvaziada do seu estômago. Estudos têm mostrado que a maioria dos estômagos dos corredores somente pode esvaziar em torno de 170-200 gramas de fluidos a cada 15 minutos durante a corrida. Caso você beba mais do que isso, o fluido extra apenas ficará pulando no seu estômago e não dará qualquer benefício adicional. Porém, você pode ser capaz de lidar com mais ou menos do que a média, então experimente o quanto de fluidos seu estômago irá tolerar.

Pese-se antes e depois de correr, calcule o quanto perdeu, e então beba fluidos com o objetivo de voltar ao peso normal. Seu sangue e outros fluidos ajudarão a remover os produtos residuais e levar nutrientes aos tecidos para reparo. Repor os fluidos perdidos o mais cedo possível depois de correr acelerará sua recuperação.

O que beber

Há duas ótimas opções: água e bebidas com carboidratos. Nada supera água para pura hidratação. A vantagem das bebidas com aproximadamente 4-6% de carboidratos é que elas são absorvidas tão rapidamente quanto a água e ainda provêm energia. Os carboidratos podem ajudar sua performance durantes treinos e competições de durem mais de 1 hora. Bebidas contendo os níveis corretos de sódio são absorvidas mais rapidamente e previnem a desidratação. Você deve evitar bebidas com cafeína, como café, chás e refrigerantes tipo cola, porque a cafeína é um diurético e o deixa mais desidratado do que antes. De forma similar, cerveja e outras bebidas alcoólicas podem acalmar seus nervos, porém são contra-produtivas para a hidratação. Caso você tome bebidas com cafeína ou álcool, beba mais água para equilibrar o efeito desidratante.

Você consegue ingerir fluidos suficientes para prevenir a desidratação em um dia quente?

Vamos examinar isso. Transpiração versus ingestão. Em um dia quente você pode perder de 1,8 a 2,3kg de água por hora quando corre. Nós já estimamos que seu estômago pode absorver aproximadamente um pouco menos de 900 gramas por hora. Isso deixa um déficit de 0,9-1,4kg por hora. Você não consegue beber o suficiente para mantê-lo hidratado, então quanto mais longa a corrida, maior será o déficit.

Encare a corrida no Verão como um desafio da natureza. Seja flexível com seu programa de treinamento. Corra em um horário no qual o calor seja menos severo, e esteja preparado para enfrentar os fatos fisiológicos. Em um dia quente e úmido, diminua seu ritmo desde o começo ao invés de esperar que o seu corpo o force a fazer isso. Ao usar o bom-senso e mantendo-se bem hidratado, você pode aproveitar de forma segura a corrida durante o Verão. Fonte:http://www.copacabanarunners.net/indgeral.html?http://www.copacabanarunners.net/desidratacao.html
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PRIMEIROS SOCORROS


FERIMENTOS:

Lave com água e sabão, desinfete com água oxigenada. Se houver algum corpo estranho (caco de vidro, farpa, espinho, etc.) remova-o com a pinça, se puder fazê-lo com facilidade, se não, deixe esta tarefa para o médico. Depois da aplicação de água oxigenada, seque o ferimento com um pouco de algodão e aplique Mercúrio Cromo. Se o ferimento for pequeno cubra com um Band-Aid, se for maior coloque uma atadura de gaze esterilizada e prenda com esparadrapo. Quando o ferimento for um pouco profundo ou não muito pequeno pode se aplicar um pó cicatrizante após ter passado o Mercúrio Cromo, cobrindo então com a atadura.

TEMPERATURA:

A temperatura é o grau do calor que o corpo possui. Quando a temperatura de uma pessoa está alta (o normal está entre 36,5 e 37 graus centígrados), dizemos que ela está com febre. A febre, em si mesma, não é uma doença, mas pode ser o sinal de alguma doença. Pode-se identificar vários sintomas de febre:
· Sensação de frio; · Mal-estar geral; · Respiração rápida; · Rubor de face; · Sede; · Olhos brilhantes e lacrimejantes; · Pele quente. A febre alta é perigosa, pois pode provocar delírios e convulsões. Quando uma pessoa tiver febre, podem-se tomar as providências a seguir.

· Se estiver acamada, retire o lençol ou cobertor. Se for criança pequena, desagalhe-a, deixando apenas roupa leve até que a temperatura chegue ao normal.
· Ofereça líquidos à vítima. Toda pessoa com febre deve beber bastante líquido, como sucos.
· É importante saber quando a febre começa, quanto tempo ela dura e como acaba, para melhor informar ao médico.
· Ponha panos molhados com água e álcool (meio a meio) sobre o peito e a testa. Troque-os com freqüência, para mantê-los frios, e continue fazendo isso até que a febre abaixe.
· Se houver condições, dê um banho morno prolongado, em bacia, banheira ou chuveiro. Você pode ter idéia da temperatura colocando as costas de uma de suas mão na testa da pessoa doente e a outra na sua testa, Se a pessoa doente tiver febre, você sentirá a diferença. A febre muito alta e persistente é perigosa, se não for controlada e abaixada. Dependendo do caso, você deverá procurar socorro médico.

ENTORSE:

Os ossos do esqueleto humano estão unidos aos outros através dos músculos, mas as superfícies de contato são mantidas umas de encontro às outras por meio dos ligamentos. A vítima de entorse sente dor intensa na articulação afetada. Acompanhando a dor, surge o edema (inchação). Quando os vasos sangüíneos são rompidos apele da região pode ficar, de imediato, com manchas arroxeadas. Quando a mancha escura surge 24 ou 48 horas após o acidente, pode ter havido fratura e, nesses casos, deve-se providenciar ajuda médica, de imediato. As entorses mais comuns são as do punho, do joelho e do pé. O Socorrista de uma vítima com entorse deve imobilizar a articulação afetada como no caso de uma fratura, e pode colocar gelo ou compressas frias no local antes da imobilização. Podemos também imobilizar a articulação através de enfaixamento, usando ataduras ou lenços. Não se deve permitir que a vítima use a articulação machucada. Após o primeiro dia, podem-se fazer compressas quentes e mergulhar a parte afetada em água quente, na temperatura que a vítima suportar. Fazendo aplicações de calor várias vezes por dia e mantendo-a imóvel, a articulação atingida por uma entorse normalmente recupera-se dentro de uma semana. Isso se não houver outras complicações, como derrame interno , ruptura dos ligamentos ou mesmo fratura.

HEMORRAGIAS:
Conceito: É a perda de sangue devido ao rompimento de um vaso sangüíneo.
HEMORRAGIA EXTERNA - É resultante de um ferimento com exteriorização sangüínea.
Primeiros socorros: Compreensão à distancia, elevação de membrot, amponamento e garrote.
HEMORRAGIA INTERNA - É resultante de um ferimento profundo com lesão de órgão interno.

Sintomas: Pulso fraco e rápido, pele fria, suadores, sede e tonteira .

TIPOS DE HEMORRAGIA INTERNA

ESTOMATORRAGIA:
Hemorragia proveniente da boca : Dar líquidos gelado para a vitima beber.
Primeiros socorros: Manter a vítima em repouso . Aplicar compressas geladas ou bolsas de gelo sobre o baixo ventre; . providenciar socorro médico.

HEMOPTISE:
Hemorragia proveniente dos pulmões: O sangue sai em golfadas pela boca, vermelho vivo e espumoso.
Primeiros socorros: Bolsa de gelo no tórax . Deitar a vitima de forma que a cabeça fique mais baixa que o corpo . Garrote em três membros em rodízio no intervalo de 2 minutos.

HEMATÊMESE:
Hemorragia proveniente do estômago.
Sintomas: O sangue sai pela boca como se fosse borra de café, pode vir ou não com restos de alimentos.
Primeiros socorros: Bolsa de gelo abaixo do umbigo.

OTÓRRAGIA:

Hemorragia proveniente do ouvido.
Classificação: Simples, Composta - TCE ( traumatismo crânio encefálico).
Simples - Sangra muito e o sangue sai normal.
Primeiros socorros: Compressão à distancia ( temporal ou facial) . Tapar com algodão ou gaze seca.
Composta - Sangra pouco e o sangue sai com liguor.
Primeiros socorros: Lateralizar a cabeça de forma que o sangue saia.

EPISTAXE:

Hemorragia proveniente do nariz.
Primeiros socorros: Jamais vire a cabeça para trás, pois o sangue pode descer para o pulmão . Tapar com algodão ou gaze seco . Comprimir a narina.

AFOGAMENTO:

Afogar-se não é risco exclusivo dos que não sabem nadar. Muitas vezes até um bom nadador se vê em apuros por algum problema imprevisto: uma cãibra, um mau jeito, uma onda mais forte. Outras vezes a causa é mesmo a imprudência de quem se lança na água sem saber nadar. E pode ocorrer, ainda, uma inundação ou enchente, daí surgindo vítimas de afogamento. Existem dois tipos de materiais que servem para auxiliar a retirar da água uma vítima de afogamento:
materiais nos quais a vítima pode agarrar-se para ser resgatada: cordas, pedaços de pau, remo, etc.; . materiais que permitem que a vítima flutue até chegar o salvamento: barcos, pranchas, bóias, etc.
Evidentemente ninguém irá atirar-se à água ao primeiro grito de socorro que ouvir. Você deve proceder de modo exposto a seguir. Providencie uma corda, barco, bóia ou outro material que possa chegar até a vítima. Caso não disponha de nada disso, parta para outras alternativas. Se souber nadar bem, procure prestar socorro adequadamente. Verifique a existência ou não de correnteza ou de água agitadas. Certifique-se do estado da vítima: se está imóvel ou debatendo-se. Mesmo os melhores nadadores encontrarão dificuldades em nadar contra uma correntezas e águas agitadas e qual a melhor maneira de chegar até a vítima. Uma vítima de afogamento pode estar desacordada quando o salvamento chegar. Se não estiver inconsciente e desacordada, certamente estará em pânico e terá grande dificuldades de raciocinar. Procure segurá-la por trás, de forma qual a mesma não possa se agarrar a você e impedi-lo de nadar. Quando você chegar à margem com a vítima, seu trabalho de salvamento ainda não terá terminado. Caso o afogado esteja consciente e só tenha engolido um pouco de água, basta confortá-lo e tranquilizá-lo. Se estiver sentindo frio, procure aquecê-lo. Em qualquer circunstância, é aconselhável encaminhá-lo a Socorro médico. Se a vítima, no entanto, estiver inconsciente, é muito provável que apresente a pele arroxeada, fria e ausência de respiração e pulso. Nesses casos, a reanimação tem de ser rápida e eficiente , e pode começar a ser feita enquanto você estiver retirando a vítima da água. Vire-a e passe a aplicar-lhe a respiração boca-a-boca. Se necessário, faça também massagem cardíaca. Assim que a vítima estiver melhor e consciente, providencie sua remoção para um hospital. É um acidente de asfixia, por imersão prolongada em um meio liquido com inundação e enxarcamento alveolar. O termo asfixia, indica concomitância de um baixo nível de oxigênio e um excesso de gás carbônico no organismo. Classificação e sintomas do grau de afogamento:
Grau I ou Benigno: É o chamado afobado. É aquele que entra em pânico dentro d'água, ao menor indicio de se afogar. Esse afogado, muitas das vezes, não chega a aspirar a água, apenas apresenta-se: Nervoso, Cefaléia (dor de cabeça), Pulso rápido, Náuseas/vômitos, Pálido , Respiração e Trêmulo
Primeiros Socorros: Muitas das vezes, o afogado é retirado da água, não apresentando queixas. Neste caso, a única providência é registrá-lo e orientá-lo. O Repouso e o Aquecimento.
Grau II ou Moderado: Neste caso já são notadas sinais de agressão respiratória e por vez, repercussão no Aparelho Cárdio Circulatório, mas consciência mantida, os sintomas são: Ligeira Cianose, Secreção Nasal e Bucal com pouca espuma , Pulso Rápido, Palidez, Náuseas/vômitos, Tremores, Cefaléia.
Primeiros Socorros: Repouso , Aquecimento, Oxigênio e observação no CRA.
Grau III ou Grave: Neste caso o afogado apresenta os seguintes sintomas: Cianose, Ausento de secreção Nasal e Bucal, Dificuldade Respiratória, Alteração Cardíaca, Edema Agudo do Pulmão, Sofrimento do Sistema Nervoso Central.
Primeiros Socorros: Deitar a vítima em decúbito dorsal e em declive. Aquecimento, Hiper - estender o pescoço, Limpar secreção Nasal e Bucal, Providenciar remoção para CRA.
Grau IV ou Gravíssimo: A vítima apresenta-se em parada Cárdio - Respiratória, tendo como sintomas: Ausência de Respiração, Ausência de Pulso, Midríase Paralítica, Cianose, Palidez Primeiros Socorros: Desobstrução das Vias Aéreas Superiores. Apoio Circulatório . Apoio Respiratório. Providenciar remoção para CRA.

CHOQUE ELÉTRICO:
 
Os choques elétricos podem acontecer com freqüência, mesmo porque vivemos cercados por máquinas, aparelhos e equipamentos elétricos. Em casos de alta voltagem, os choques podem ser fortes e causar queimaduras fortes ou até mesmo a morte. Os choques causados por correntes elétricas residenciais, apesar de apresentarem riscos menores, devem merecer atenção e cuidado. Em qualquer acidente com corrente elétrica, o tempo gasto para prestar socorro é fundamental. Qualquer demora poderá ocasionar sérios problemas. Muitas vezes a pessoa que leva um choque elétrico fica presa à corrente elétrica. Não toque na vítima sem antes desligar a corrente elétrica. Se o Socorrista tocar na pessoa, a corrente irá atingi-lo também. Por isso, é necessário tomar todo o cuidado. Antes de mais nada, o Socorrista deve desligar a chave geral, ou tirar os fusíveis ainda, desligar a tomada. Se por acaso não for possível tomar nenhuma dessas providências, há ainda alternativas: afastar a vítima do fio elétrico com um cabo de vassoura ou com uma vara de madeira, bem secos. Antes, porém, verifique se os seus pés estão secos e se você não está pisando em chão molhado. Para afastar a vítima, use algum material que não conduza corrente elétrica, como por exemplo, madeira seca, borracha, etc. Em seguida, inicie imediatamente o atendimento à vítima. Deite-a e verifique se ela está respirando, ou se precisa de respiração artificial e/ou massagens cardíacas. Se necessário, aja imediatamente. Observe se a língua não está bloqueando a passagem do ar. Logo após, verifique se a vítima sofreu alguma queimadura. Cuide das queimaduras, de acordo com o grau que elas tenham sido atingidas. Tendo prestado os primeiros socorros você deve providenciar a assistência médica. As correntes de alta tensão passam pelos cabos elétricos que vemos nas ruas e avenidas. Quando ocorre em fios de alta tensão, na rua, só a central elétrica pode desligá-los. Nestes casos, procure um telefone e chame a central elétrica, os bombeiros ou a polícia. Indique o local exato em que está ocorrendo o acidente. Procedendo desta maneira você poderá evitar novos acidentes. Enquanto a corrente não for desligada, mantenha-se afastado da vítima, a uma distância mínima de 4 metros. Não deixe que ninguém se aproxime ou tente ajudá-la. Somente após a corrente de alta tensão ter sido desligada você deverá socorrer a vítima.

CONVULSÃO EPILÉTICA:

A crise convulsiva caracteriza-se pela perda repentina de consciência, acompanhada de contrações musculares violentas. A vítima de uma crise convulsiva sempre cai e seu corpo fica tenso e retraído. Em seguida ela começa a se debater violentamente e pode apresentar os olhos virados para cima e os lábios e dedos arroxeados. Em certos casos, a vítima baba e urina. Estas contrações fortes duram de dois a quatro minutos. Depois disto, os movimentos vão enfraquecendo e a vítima recupera-se lentamente. A crise convulsiva pode acontecer em conseqüência de febre muito alta, intoxicação ou, ainda, devido a epilepsia ou lesões no cérebro. Diante de um caso de convulsão, tome as providências seguintes: . Deite a vítima no chão e afaste tudo o que esteja ao seu redor e possa machucá-la (móveis, objetos, pedras, etc.) não impeça os movimentos da vítima. Retire as próteses dentárias, óculos, colares e outras coisas que possam se quebradas ou machucar a vítima. . Para evitar que a vítima morda a língua ou se sufoque com ela, coloque-lhe um lenço ou pano dobrado na boca entre os dentes. No caso de a vítima já ter cerrado os dentes, não tente abrir-lhe a boca. Desaperte a roupa da vítima e deixe que ela se debata livremente; coloque um pano debaixo de sua cabeça, para evitar que se machuque. A pessoa que está tendo convulsões apresenta muita salivação. O estado de inconsciência não permite que ela engula a saliva. Por isso, é preciso tomar mais uma providência para evitar que fique sufocada: deite-a com a cabeça de lado e fique segurando a cabeça nesta posição. Desta forma a saliva escoará com facilidade. Não dê a vítima nenhuma medicação ou líquido pela boca, pois ela poderá sufocar. Cessada a convulsão, deixe a vítima em repouso até que recupere a consciência. Após a convulsão, a pessoa dorme e este sono pode durar segundo ou horas. Coloque-a na cama ou em algum lugar confortável e deixe-a dormir. Em seguida, encaminhe-a à assistência médica. Nunca deixe de prestar socorro à vítima de uma crise epilética convulsiva, pois sua saliva (baba) não é contagiosa.


INSOLAÇÃO

Pode manifestar-se de diversas maneiras: subitamente, quando a pessoa cai desacordado, maneando a pulsação e a respiração; ou após o aparecimento de sintomas e sinais como tonturas, enjôos, dor de cabeça, pele seca e quente, rosto avermelhado, febre alta, pulso rápido, respiração difícil. Os sintomas e sinais de insolação nem sempre aparecem ao mesmo tempo. Normalmente podemos verificar apenas alguns. O importante então é que você saiba exatamente o que fazer no caso de uma pessoa passar muito tempo exposta ao sol e apresentar algum sinal de insolação. Enquanto você aguarda o socorro médico, procure colocar a vítima à sombra, fazer compressas frias sobre a sua cabeça e envolver seu corpo em toalhas molhadas. Isso é feito para baixar a temperatura. Em seguida deite a pessoa de costas, apoiando a cabeça e os ombros para que fiquem mais altos que resto do corpo. O ideal é que a temperatura desça lentamente, para que não ocorra o colapso, próprio de quedas bruscas de temperatura. Após ter prestado os primeiros socorros, deve se procura ajuda médica, com urgência.

QUEIMADURAS

Denomina-se queimadura toda e qualquer lesão ocasionada no organismo humano pela ação curta ou prolongada de temperaturas extremas sobre o corpo humano. As queimaduras podem ser superficiais ou profundas e é possível dividi-las em diferentes tipos, de acordo com a gravidade. A gravidade de uma queimadura não se mede somente pelo grau de lesão, mas também pela extensão da área atingida. São consideradas grandes queimaduras aquelas que atingem mais de 15% do corpo, no caso de adultos. Para crianças de até 10 anos, são considerados grandes queimaduras aquelas que atingem mais de 10% do corpo. Para avaliar melhor a gravidade de uma queimadura, você pode adotar a tabela abaixo Cabeça 9% Pescoço 1% Tórax e abdômen, inclusive órgãos genitais 18% Costas e região lombar 18% Membro superior direito (braço) 9% Membro superior esquerdo (braço) 9% Membro inferior direito (perna) 18% Membro inferior r esquerdo (perna) 18% Se o socorrista souber classificar uma grande queimadura e encaminhar a vítima para um pronto socorro, já será de grande valia. Vamos conhecer e especificar cada caso e saber como agir em cada um deles.

Queimadura de 1º Grau - É a queimadura mais comum, geralmente deixa a pele avermelhada e provoca ardor e ressecamento da pele. Uma queimadura de 1º grau nem sempre é grave. Porém se ela atingir mais da metade do corpo, pode vir a tornar-se ate muito grave. Se uma queimadura de 1º grau não for muito extensa, o socorrista pode tomar algumas medidas: Oferecer água, para hidratar a vítima; · Em seguida, tentar aliviar a dor, deixando um tempo em água fria (chuveiro, torneira) ou aplicando compressas de água fria.
Queimadura de 2º Grau - As queimaduras de 2º grau são aquelas que atingem as camas um pouco mais profundas da pele. Caracterizam-se geralmente pela formação de bolhas e desprendimento das camadas da pele; provocando dor e ardência local. Estas queimaduras são mais graves que as de primeiro grau porque a perda de água que elas podem provocar eventualmente leva à desidratação. Nesses casos, dê líquidos por via oral, aplique compressas frias no local e providencie assistência médica imediatamente.
Queimadura de 3º Grau - As queimaduras de 3º grau são aquelas em que todas as camadas da pele são atingidas , podendo ainda alcançar os músculos e os ossos, provocando feridas profundas e dores muito fortes. As queimaduras de 3º grau são as mais graves e representam sérios riscos para a vítima, sobretudo se atingirem grande extensão do corpo. Para tratar de queimaduras, em geral, mantenha a vítima deitada. Lave bem as mãos antes de tratar das queimaduras, para não provocar infecções. Em seguida , corte todas as roupas que estão perto das regiões queimadas. Não desloque ou retire a roupa que ficou sobre as queimaduras, para não aumentar as feridas. Cubra as feridas com gaze ou com um pano limpo, sem apertar, umedecendo continuamente. Não use outro tipo de material, porque pode grudar e piora ainda mais o estado da vítima. Nunca fure as bolhas nem toque na parte queimada. Isto poderá causar uma infecção e piorar o estado da vítima. Se a vítima estiver consciente, dê-lhe de beber bastante água (de preferência com sal) e providencie ajuda médica. Não aplique nenhuma substância sobre a queimadura, que não seja hidratante.

QUEIMADURA POR FOGO

Quando a queimadura for causada por fogo e as roupas estiverem se incendiando, a primeira providência é, naturalmente, apagar o fogo. Dependendo do local do acidente e dos recursos disponíveis, de imediato pode-se usar um cobertor para sufocar as chamas ou rolar a vítima no chão. Se as queimaduras atingirem o tórax, abdômen ou costas, pode-se jogar água fria sobre as feridas, para aliviar as dores. Em seguida, remover a vítima para um hospital. Se a vítima estiver consciente, dê-lhe bastante líquido para beber: água, chá ou sucos. Anime-a e tranqüilize-a.

QUEIMADURA POR SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS

(tintas, ácidos, detergentes, etc.) Antes de cuidar dos ferimentos, é preciso molhar todas as peças de roupa que estejam impregnadas pela substância para remove-las sem causar maiores danos. Isso porque o contato com a roupa pode gerar novas queimaduras . Depois, devemos lavar o local queimado com água em abundância, durante 10 a 15 minutos, para que não reste qualquer resíduo da substância química e, em seguida, proteger as feridas com gaze ou pano limpo. A queimadura nos olhos é um caso muito especial. A ação deve ser rápida, para evitar a perda parcial o total da visão. Neste caso, devemos lavar o olho da vítima com bastante água. Depois que a ferida estiver limpa, deve-se colocar sobre ela um curativo de gaze ou pano limpo.

CORPOS ESTRANHOS

Pequenas partículas de poeira, carvão, areia ou limalha, grãos diversos, sementes ou pequenos insetos (mosquitos, formigas, mosca, besouros, etc.), podem penetrar nos olhos, no nariz ou nos ouvidos. Se isso ocorrer, tome os seguintes cuidados:
Olhos - Nunca esfregue o olho Não tente retirar corpos estranhos escravos no globo ocular. Primeiras providências Faça a vítima fechar os olhos para permitir que as lagrimas lavem e removam o corpo estranho. Se o processo falhar, lave bem as mãos e adote as seguintes providências: pegue a pálpebra superior e puxe para baixo, sobre a pálpebra inferior, para deslocar a partícula; Irrigue o olho com água limpa, de preferência usando conta-gotas peça à vítima para pestanejar. Se, ainda assim não resolver passe às terceiras providências: Puxe para baixo a pálpebra inferior, revirando para cima a pálpebra superior, conforme ilustração: descoberto o corpo estranho, tente retirá-lo com cuidados, tocando-o de leve com a ponta úmida de um lenço limpo. SE O CISCO ESTIVER SOBRE O GLOBO OCULAR, NÃO TENTE RETIRÁ-LO. COLOQUE UMA COMPRESSA OU PANO LIMPO E LEVE A VÍTIMA AO MÉDICO. OS MESMOS CUIDADOS DEVE, SER TOMADOS QUANDO SE TRATAR DE CORPO ESTRANHO ENCRAVADO NO OLHO.
Nariz
- Comprima com dedo a narina não obstruída. Com a boca fechada tente expelir o ar pela narina em que se encontra o corpo estranho. Não permita que a vítima assoe com violência. Não introduza instrumentos na narina (arame, palito, grampo, pinça etc.). Eles poderão causar complicações. Se o corpo estranho não puder ser retirado com facilidade, procure um medico imediatamente.
Ouvidos - Não introduza no ouvido nenhum instrumento (ex.: arame, palito, grampo, pinça, alfinete), seja qual for a natureza do corpo estranho a remover. No caso de pequeno inseto, o socorro imediato consiste em colocar gotas de azeite ou óleo comestível no ouvido, a fim de imobilizar e matar o inseto. Conserve o paciente deitado de lado, com o ouvido afetado voltado para cima. Mantenha-o assim, com o azeite dentro, por alguns minutos, após os quais deve ser mudada a posição da cabeça para escorrer o azeite. Geralmente, nessa ocasião, sai também o inseto morto. Se o copo estranho não puder ser retirado com facilidade melhor mesmo é procurar logo o médico.

FRATURAS

Fratura é uma lesão em que ocorre a quebra de um osso do esqueleto. Há dois tipos de fratura, a saber: a fratura interna e a fratura exposta.
Fratura interna ou fechada - Ocorre quando não há rompimento da pele. Suspeitamos de que há fratura quando a vítima apresenta: · Dor intensa; · Deformação do local afetado, comparado com a parte normal do corpo; · Incapacidade ou limitação de movimentos; · Edema (inchaço) no local; este inchaço poderá ter cor arroxeada, quando ocorre rompimentos de vasos e acúmulo sangue sob a pele (hematoma); · Crepitação, que provoca a sensação de atrito ao se tocar no local afetado. A providência mais recomendável a tomar nos casos de suspeita de fratura interna é proceder à imobilização, impedindo o deslocamento dos ossos fraturados e evitando maiores danos. Como imobilizar · Não tente colocar o osso "no lugar"; movimente-o o menos possível. Mantenha o membro na posição mais natural possível, sem causar desconforto para a vítima. Improvise talas com o material disponível no momento: uma revista grossa, madeira, galhos de árvores, guarda-chuva, jornal grosso e dobrado. Acolchoar as talas com panos ou quaisquer material macio, a fim de não ferir a pele. O comprimento das talas deve ultrapassar as articulações acima ou abaixo do local da fratura e sustentar o membro atingido; elas devem ser amaradas com tiras de pano em torno do membro fraturado. Não amarrar no local da fratura. Toda vez que for imobilizar um membro fraturado, deixe os dedos para fora, de modo a poder verificar se não estão inchados, roxos ou adormecidos. Se estiverem roxos, inchados ou adormecidos, as tiras deves ser afrouxadas. Em alguns casos, como no da fratura do antebraço, por exemplo, deve-se utilizar um tipóia, dobre um lenço em triângulo, envolvendo o antebraço, e prenda as pontas deste atrás do pescoço da vítima. Observe atentamente a ilustração. Para imobilizar uma perna, você também deve utilizar duas talas longas. Elas devem atingir sempre o joelho e o tornozelo, de modo a impedir qualquer movimento destas articulações. Muitos cuidados deve ser tomado em relação à vítima com perna fraturada. Não deixe que ela tente andar. Se for necessário transportá-la, improvise uma maca e solicite a ajuda de alguém para carregá-la. NOS CASOS DE FRATURAS DE CLAVÍCULA, BRAÇO E OMOPLATA, BEM COMO LESÕES DAS ARTICULAÇÕES DE OMBRO E COTOVELO, DEVE-SE IMOBILIZAR O OSSO AFETADO COLOCANDO O BRAÇO DOBRADO NA FRENTE DO PEITO E SUSTENTANDO-O COM UMA ATADURA TRIANGULAR DOBRADA.
Fratura exposta ou aberta - A fratura é exposta ou aberta quando o osso perfura a pele. Nesse caso, proteja o ferimento com gaze ou pano limpo antes de imobilizar, a fim de evitar a penetração de poeira ou qualquer outras substância que favoreça uma infecção. Não tente colocar os ossos no lugar. Ao contrário, evite qualquer movimento da vítima. Procure atendimento médico imediato.

FRATURAS ESPECIAIS

Há casos que exigem cuidados especiais. São as fraturas de crânio, coluna, costelas, bacia e fêmur. É muito importante que o socorrista saiba identificar os sintomas e sinais prováveis de cada uma dessas fraturas. Fratura do crânio Dores, inconsciência, parada respiratória, hemorragia pelo nariz (Epistaxe), boca (Estomatorragia) ou ouvido (otorragia) Fratura de coluna Dores,, formigamento e incapacidade de movimento dos membros (braços e pernas).
Fratura de costelas - Respiração difícil, dor a cada movimento respiratório.
Fratura de fêmur e bacia - dor no local, dificuldade de movimentar-se e de andar. Ao suspeitar de uma dessas fraturas: Mantenha a vítima imóvel e agasalhada; · Não mexa nem permita que ninguém mexa na posição da vítima até a chegada de pessoal habitado (médico ou enfermeiro). Caso não seja possível contar com pessoal habitado, transporte a vítima sem dobrá-la, erguendo-a horizontalmente com a ajuda de três pessoas. Coloque a vítima deitada de costas sobre uma superfície dura, como: maca, porta, tábuas, etc. Observe a respiração e verifique o pulso da vítima. Se necessário, faça massagem cardíaca e repiração artificial. No caso de fratura no crânio, os procedimentos devem ser os mesmos, mas com o cuidado de não movimentar a cabeça da vítima, de jeito nenhum. Providencie transporte adequado e atendimento médico assim que tiver terminado a imobilização. Lembre-se de que a vítima sempre deve ser transportada deitada. Durante o transporte, peça ao motorista para evitar freadas bruscas ou buracos, que poderão agravar o estado da vítima.

CÃIBRA

O estímulo nervoso possui determinada eletricidade que, em contato com uma substância gelatinosa que banha o músculo, encaminha uma partícula de cálcio para dentro das fibras; o cálcio, então, ativa enzimas próprias do músculo que quebram a ATP. A única questão é haver moléculas de ATP em quantidade suficiente. Existem três fontes de ATP. A primeira seria uma espécie de estoque particular do músculo. A segunda é a glicólise: reações dentro do músculo transformam a glicose das fibras ou trazidas pelo sangue em ATP e ácido lático. Esta é uma substância inibidora que, ao se acumular nas fibras, causa tanta dor que a pessoa não agüenta mais contrair o músculo. Esse processo produz grande quantidade de energia, mas por tempo limitado. Por isso, é um metabolismo para atividades que exigem velocidade. Os atletas atenuam os efeitos do ácido lático e por isso suportam melhor um acúmulo de da substância. Mas quem não é atleta cede a dor e logo pára. Do contrário, corre o risco de sentir uma cãibra. Nesses casos de cãibra, dá-se açúcar (glicose) para o paciente, para que rapidamente acabe com a cãibra. As Cãibras também atacam em plena madrugada, quando se está quieto, dormindo . Mas aí, o problema é neurológico, uma ordem equivocada para o músculo se contrair a toda velocidade, provocada muitas vezes por estresse psicológico.
 Fonte: http://www.advir.com.br/desbravadores/material_primeirossocorros.asp
 
 


 
 

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