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Turismo de Negócios - Qualidade na Gestão de Viagens Empresariais

A obra se inicia com uma contextualização do turismo de negócios e a atuação das agências de turismo nesta intermediação, natureza e funções da agência de turismo; importância dos sistemas operacionais informatizados em agências de turismo, registros e filiações, bem como aspectos da classificação de agências de turismo.



Resenhista: Andréa da Silva

Mestranda em Hospitalidade pela Universidade Anhembi-Morumbi; Especialista em Administração Hoteleira pelo SENAC; Turismológa pela Faculdade Ibero Americana; professora do curso de Turismo da Universidade de Guarulhos (UNG) e do Centro Universitário Nove de Julho (UNINOVE).

Desvendando as viagens de negócios

  O livro resenhado aborda um tema bastante atual e muito discutido e referenciado no mundo dos negócios e eventos. Em contrapartida este temário foi muito pouco estudado e abordado no âmbito profissional e na área acadêmica. Esta obra será de grande valia para todos – área empresarial e área acadêmica, possibilitando novos avanços e novas pesquisas.
  O autor, Hilário Ângelo Pelizzer, é graduado em Letras e em Pedagogia (administração escolar), mestre e doutor em Ciências Sociais, na área de turismo, pela EPGCS da FESP/SP. Atua no setor de turismo, desde 1.969, e atualmente é diretor do Cestur/Via Sestur, professor da Universidade Anhembi Morumbi (Mestrado em Hospitalidade) e da FAAP (Curso de Administração Hoteleira). É autor de outras obras de turismo focando transportes, agências de turismo, turismo receptivo, processo de interiorização e regionalização do turismo, além de diversos artigos sempre ligados ao setor de turismo.
  A  obra se inicia com uma contextualização do turismo de negócios e a atuação das agências de turismo nesta intermediação, natureza e funções da agência de turismo; importância dos sistemas operacionais informatizados em agências de turismo, registros e filiações, bem como aspectos da classificação de agências de turismo.
  Analisa e define a questão deste conceito das diversas denominações que giram no mercado: “viagens ou turismo de negócios”, “turismo de eventos”, “turismo corporativo” e “viagens corporativas”. Todos esses termos referem-se a negócios, portanto o que pode diferencia-los é o foco do termo. Assim, o turismo ou viagens de negócios e o turismo de eventos são termos de maior abrangência e relacionam-se a congressos, feiras, exposições, convenções, simpósios, fóruns, etc., ou seja, trata-se de  uma modalidade não caracterizada como viagem de férias ou de lazer. Diante deste fato é percebível que   para os dois focos a viagem tem datas preestabelecidas, programadas, sua duração não costuma ser dilatada ou abreviada e envolve quase exclusivamente um único indivíduo. Tal prática se opõe à do viajante ou turista de lazer, que viaja por motivo pessoal e, por isso, costumeiramente torna mais flexíveis horários, classes tarifárias, datas de partida e de chegada ou retorno; já que seu objetivo é usufruir momentos de descanso, lazer e paz. O viajante ou homem de negócios, por sua vez, tem de se adaptar a imprevistos, já que, normalmente, não pode descaracterizar facilmente sua viagem, evento integrante de uma agenda de compromissos muito mais rígida.
  Já no segundo capítulo desenvolve a noção de fornecedores/prestadores de serviços de turismo que sustentam a atuação de uma agência de turismo como intermediária. Analisa os aspectos da intermediação, sempre calcada em acordos formais para a garantia da prestação de serviços e o controle da qualidade.
  No terceiro capítulo aponta como é importante entender que para as agências de turismo atuarem no mercado, como intermediárias, elas têm dois tipos de clientes: o cliente pessoa física e o cliente pessoa jurídica.
  Enfatiza que o agente de viagens é o único especialista capaz  de suplantar todas as mudanças e adversidades para obter os melhores resultados no tocante, não apenas à administração/gestão e controles de viagens empresariais, bem como a viagens particulares e eventos especiais da organização. Mostra claramente que a desintermediação neste processo não ocorrerá tão cedo, uma vez que a agência de turismo é uma empresa que tem por atividade principal a venda de informações, conhecimento e conteúdo voltados ao turismo (dependerá apenas da infra-estrutura da tecnologia da informação aliada à competência, habilidade e aptidão, face à concorrência). A agência de turismo está presente e atuante, antes da viagem, durante a realização da mesma e depois da viagem.  No final do capítulo apresenta  de forma prática, o roteiro dos procedimentos para solicitação dos serviços que um cliente corporativo (via de regra a Secretária) deve informar à agência de turismo.
  Já no capítulo quatro destaca a importância ou a relevância da estruturação do turismo receptivo, adequado ao viajante de negócios. Este viajante tem necessidades receptivas específicas e bem diferentes do “turista” convencional. Realça e indica alguns instrumentos de controle de serviços receptivos.
  O capítulo cinco trata das bases da regulamentação do tráfego aéreo e uma abordagem inédita a respeito dos documentos de transportes, confundida com os “documentos de viagem”.
  Finaliza  a obra com a  apresentação de um glossário focando a hotelaria, transportes e serviços de  turismo emissivo e receptivo; modelos de contratos de prestação de serviços e os formulários de uso diário numa agência de turismo (OP, Nota de Débito, File, Voucher, Ficha de Reserva-FR).
  A obra abre um espaço para aprofundamento, questionamento e pesquisa neste importante segmento do turismo. A Internet, aliada à mudança de comportamento do turista, um consumidor cada vez mais exigente, vem imprimindo maior agilidade na prestação de serviços do setor de viagens, tanto de negócios como de lazer e turismo, prestados por agências de turismo, assim como pelos demais prestadores de serviços.
  O autor discute o novo cenário configurado na prestação de serviços turísticos em decorrência dessa agilidade e do comportamento do consumidor, abordando os direitos e deveres de cada envolvido nessa relação, assim como a legislação pertinente ao setor. Trata, ainda, do tema gestão profissional da agência de turismo neste processo – um referencial de atuação da secretária executiva nesta interface.
  É uma obra que procura valorizar a função da agência de turismo   neste processo de intermediação e ao mesmo tempo desnuda este assunto para a área acadêmica e empresarial. Interessa muito este assunto aos professores, educadores e alunos de turismo, administração e secretariado que pretendem ingressar neste segmento.


Sumário do Livro:
Capítulo 1 - Agência de Turismo.....................................................01
Capítulo 2 - Fornecedores/Prestadores de Serviços de Turismo............11
Capítulo 3 - Clientes de Agências de Turismo....................................27
Capítulo 4 - Estruturação do Turismo Receptivo................................41
Capítulo 5 - Regulamentação do Tráfego Aéreo.................................49
Glossário....................................................................................61
Anexos......................................................................................67
Referências Bibliográficas..............................................................93


 
 

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