O Diário OficiaL do Estado publicou na terça-feira a resolução que passa a responsabilidade da administração da gruta ao IMAP (Instituto de Meio Ambiente Pantanal).
A prefeitura de Bonito, município localizado a 297 quilômetros de Campo Grande, não aceita ficar de fora da administração da gruta do Lago Azul. O Diário OficiaL do Estado publicou na terça-feira a resolução que passa a responsabilidade da administração da gruta ao IMAP (Instituto de Meio Ambiente Pantanal). Segundo o prefeito José Arthur Soares de Figueiredo, a comunidade e o município não aceitam ser excluídos do processo de gestão da gruta, que, segundo ele, é um dos maiores patrimônios naturais de Bonito. Ainda conforme o prefeito, a resolução ignora a presença do município, que desde 1995 tem a gestão do local. A prefeitura gasta mais de R$ 20 mil por mês para manter a gruta, com pagamento de funcionários, equipamentos de segurança e manutenção. O problema, segundo Figueiredo, é mais do que uma questão financeira, pois a comunidade, o poder público e o trade turístico têm interesse em acompanhar de perto a gestão patrimônio natural do município e que a prefeitura não pode ficar de fora dessa administração, que na opinião dele, aconteceu de uma forma estranha e equivocada. No Diário Oficial foram publicados os critérios da operacionalização do convênio que foi firmado em abril do ano passado entre o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), o governo do estado, Sema (Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos) e o IPHAN (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Com o convênio, o Imap agora vai administrar os recursos das grutas, o valor arrecadado com os visitantes ficará com o instituto, que também vai autorizar projetos de pesquisa após consulta ao Ibama e IPHAN. Para isso, será criado um comitê gestor com representantes dos órgãos. Ficarão designados três representantes do Estado para compor o comitê. Do valor global arrecadado nas grutas do Lago Azul e Nossa Senhora Aparecida, 10% será revertido em materiais e serviços para os trabalhos do Ibama e Iphan.