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Itacaré 2 0 1 5 - Diretrizes para o Desenvolvimento Turístico Sustentável

Com a inauguração da estrada, a cidade passou a ter uma ligação mais direta e rápida a Ilhéus, ao aeroporto e, conseqüentemente, aos grandes mercados emissores de turistas



O arquivo (formato PDF, 194 páginas) do "Plano Itacaré 2015" tem 4,09 MB. Posso enviar pelo e-mail. Favor solicitar.


1. Contexto

Pergunte a um morador de Itacaré o que é o turismo na cidade. Depois repita a pergunta a um operador de turismo, a um dono de pousada e a um turista. Certamente, a variedade nas respostas surpreenderá. Itacaré tem, na cabeça de cada uma dessas pessoas, uma imagem destoante das demais.

Se a mesma pergunta fosse feita a pessoas de destinos turísticos como Madrid, Paris, Bonito, ou mesmo Praia do Forte, seguramente a variedade de respostas seria menor. A imagem destes destinos - ainda que diversificada e rica - é mais consolidada para todos os atores do turismo, provável reflexo de um planejamento turístico efetivo. Desde a inauguração em 1998 da rodovia Ilhéus-Itacaré até os dias de hoje, Itacaré não passou por um processo concreto de planejamento do turismo. Isso pode ser percebido, por exemplo, na diversidade de visões acerca do turismo no destino.

 

1.1 Cenário

Com a inauguração da estrada, a cidade passou a ter uma ligação mais direta e rápida a Ilhéus, ao aeroporto e, conseqüentemente, aos grandes mercados emissores de turistas (antes, Itacaré era conhecida apenas por alguns aventureiros e surfistas aficionados). O aumento no número de turistas estimulou a implantação de estruturas de hospedagem e alimentação, além dos estabelecimentos de comércio e serviços. Estes empreendimentos foram implantados de forma "espontânea", isto é, sem um planejamento que buscasse estruturar de forma organizada e sustentável a atividade.

O passar do tempo, a falta de planejamento e o crescimento do turismo geraram problemas estruturais na cidade. Itacaré passou a comportar um fluxo de pessoas muito maior do que sua infra-estrutura podia suportar. Os moradores e turistas passaram a ser prejudicados, e a presença de investidores "forasteiros" colaborou para a situação de conflito entre moradores, empresários e poder público. As diferentes visões sobre o turismo em Itacaré refletem esta situação de conflito e insatisfação. Contudo, após longo tempo de atritos, os atores do turismo em Itacaré vêm se sensibilizando para a necessidade de união e consenso. Este momento de sensibilização é bastante oportuno para a realização de um planejamento conjunto do turismo. O cenário atual da atividade turística de Itacaré é o seguinte:

. O destino turístico ganhou notoriedade ao longo dos anos 90, sendo hoje considerado como um dos grandes destinos ecoturísticos do país. Os recursos naturais, a hospitalidade do povo e os importantes empreendimentos implantados em Itacaré vêm aumentando sua desejabilidade tanto no mercado doméstico quanto internacional.

. A cidade carece de instrumentos de planejamento e gestão do turismo. Até hoje, o Plano Diretor ainda está em fase de elaboração e aprovação, não sendo ainda um instrumento utilizado.

. O turismo em Itacaré foi desenvolvido espontânea e rapidamente, o que gerou problemas de infra-estrutura na cidade além de conflitos entre os segmentos atualmente atendidos.

. Os atores do turismo na cidade percebem a problemática da falta de planejamento e se sensibilizam para a necessidade de estruturar o turismo na cidade, sob a pena de ter, no futuro, um destino massificado e de baixo valor agregado. Isto se traduz num momento oportuno para o planejamento do turismo pautado no consenso entre os atores da atividade.

1.3 O Plano Itacaré 2015

Este plano é parte de um complexo processo de compreensão e planejamento da atividade turística em Itacaré. Complexo tanto pela profundidade e abrangência dos temas quanto pela quantidade de pessoas e organizações envolvidas no trabalho ao longo do caminho.

Um plano estratégico, por conceito, funciona como um guia que orienta as ações e decisões futuras a serem tomadas por uma organização, uma cidade, um país, ou mesmo por uma pessoa na construção de seu futuro. O processo de planejamento turístico, especificamente, deve dialogar com pessoas e organizações, não havendo uma figura central no processo decisório, e sim diversas partes igualmente significantes. O processo de planejamento estratégico do turismo deve então ter uma abordagem participativa, isto é, deve envolver o maior número de agentes - pessoas e organizações - no processo e na tomada de decisões.

O planejamento participativo permite que todas as partes envolvidas defendam os seus interesses ao mesmo tempo em que desenvolvam uma visão única sobre o destino, através do compartilhamento de experiências e conhecimentos sobre o local. A figura abaixo representa a importância de uma abordagem participativa na construção de uma visão comum de futuro para o destino.

Fonte: Petrocchi

Sem consenso ou rumos Rumo claro e de consenso

. Sem colaboração ou divisão de trabalhos

. Sem prioridade para problemas mais graves

. Que tipo de destino se quer?

. Senso comum sobre o futuro

. Clareza sobre o que se quer para a cidade

. Divisão dos esforços e trabalhos

. Boa capacidade de mobilização

Compartilhar uma visão comum de futuro para o destino é somente uma das vantagens de uma abordagem participativa no planejamento. Este procedimento traz benefícios tanto à comunidade e aos agentes locais quanto à equipe de planejamento e ao próprio destino como um todo:

. Os participantes do processo são co-autores do plano.

. Os participantes do processo são fontes de informação.

. Os participantes do processo aprendem com o planejamento.

Ao enfoque participativo se soma a idéia de processo, de constante aprimoramento e evolução. Portanto, este documento não é conclusivo e não está acabado, é apenas mais uma etapa na construção de um turismo sustentável em Itacaré, que beneficie à comunidade moradora, aos turistas e aos envolvidos no turismo em geral.

1.3.1 Estrutura do Plano Itacaré 2015

O Plano Itacaré 2015 está estruturado em seis capítulos. O primeiro é este que se lê agora, trazendo uma breve introdução aos assuntos e conceitos tratados ao longo do relatório. Os demais capítulos estão organizados da seguinte maneira:

. Capítulo 2: mostra o futuro esperado para o turismo em Itacaré. Esta "visão de futuro" foi elaborada com base em consensos construídos em reuniões com a comunidade residente, com os atores do turismo em Itacaré, com operadoras turísticas nacionais e internacionais e com o poder público municipal e estadual.

. Capítulo 3: identifica as principais tendências da atividade turística no mundo, no Brasil e na Bahia. As tendências ajudam na compreensão de como Itacaré deve se preparar para emergir no panorama do turismo atual e futuro como um destino desejado.

. Capítulo 4: fala sobre os turistas que visitam Itacaré e os que visitarão no futuro. Tratam-se dos principais mercados-alvo a serem trabalhados pelos destinos, enfim, os clientes de Itacaré. São explorados os segmentos de mercado mais interessantes para o destino, ressaltando as características de cada segmento, suas necessidades e preferências, e os destinos usualmente visitados por eles.

. Capítulo 5: apresenta um breve diagnóstico de Itacaré, tendo como parâmetros o futuro esperado para o turismo em Itacaré (apresentado no capítulo 1) e os mercadosalvo ideais (apresentados no capítulo 3). O resultado do diagnóstico embasará a elaboração das estratégias de desenvolvimento.

. Capítulo 6: dá o caminho das pedras. Se o capítulo 3 mostra o que deve ser Itacaré no futuro, o capítulo 6 esclarece como chegaremos lá. Aqui são apresentadas as estratégias de desenvolvimento para o destino e o plano de ação. As estratégias auxiliam a esclarecer os caminhos para a implementação da visão de futuro desejada. Das estratégias, emerge o plano de ação. As ações resultam do desmembramento das estratégias e sua concretização deve garantir a efetiva implementação das estratégias. É o momento do "colocar a mão na massa", das intervenções que devem ser diretamente realizadas para a criação do destino proposto.

Então, o que é o Plano Itacaré 2015? É um documento vivo, orgânico, que deve ser constantemente atualizado e revisto pela comunidade, agentes do turismo, poder público e turistas. Trata-se de um guia, um instrumento de trabalho para nortear as ações de cada envolvido com o turismo em sua relação com o destino. Este documento é fruto de consensos, refletindo aspirações e problemáticas da comunidade local, do poder público, dos empresários do envolvidos com o turismo e de certa maneira dos próprios turistas. O documento é, antes de um passo-a-passo para o desenvolvimento do turismo em Itacaré, um símbolo das discussões e dos consensos realizados acerca do que deve ser o destino Itacaré nos próximos anos.

O que deve ser Itacaré nos próximos anos? É o que procura responder o primeiro capítulo, apresentado a seguir.

 

7. Mãos à Obra

Pois bem, este é o relatório do Plano Itacaré 2015. Como dito no início, não se trata de um documento pronto e acabado, mas antes o registro de um processo que vem ocorrendo em Itacaré, com a participação ativa dos principais envolvidos com a atividade turística.

Se, por um lado, este documento deve ser alterado, transformado e adaptado para acompanhar as mudanças esperadas em Itacaré; por outro, ele deve ser um norte, um guia de ação para as pessoas que desejem o desenvolvimento sustentável do turismo. O "mãos à obra", portanto, sugere tanto o trabalho de implementação deste plano quanto o trabalho de reflexão e transformação dele.

Cada leitor, independentemente de seu envolvimento com o turismo em Itacaré, tem muito a contribuir. O primeiro passo é tentar entender Itacaré como um produto, que deve ser vendido. Este produto tem uma imagem na cabeça de seus compradores, e esta imagem pode ser a diferença entre o turista vir para Itacaré ou escolher qualquer outro destino na costa brasileira. A imagem que Itacaré quer transmitir está delineada no capítulo 2, onde encontramos os temas turísticos da cidade: Itacaré Eco-Aventura; Itacaré Exclusividade e Itacaré Vida da Vila.

O segundo passo é se esforçar para transmitir esta imagem de Itacaré aos turistas atuais, aos turistas potenciais, aos amigos, companheiros de trabalho, moradores de Itacaré etc. Dessa forma, se difunde a imagem que todos os envolvidos com o turismo imaginam para o futuro da cidade.

O terceiro passo é a observação e avaliação das mudanças que a implementação deste planejamento trarão para a cidade: o aumento da competitividade de Itacaré no mercado turístico internacional; a melhoria da qualidade de vida de seus moradores; e o aumento na rentabilidade dos investimentos realizados. Estas são as metas primordiais deste plano, que devem ser plenamente atingidas no longo prazo. Em adendo, o plano deve trazer uma série de transformações concretas em curto prazo para a cidade cidade, a começar pela implementação das ações aqui propostas. O leitor que queira contribuir deve observar a formação de grupos de trabalho para a realização destas ações, e, sempre que possível, engajar-se nestes grupos para colaborar com seus objetivos.

Por fim, o quarto passo é o mais simples: passar a gostar cada vez mais de Itacaré. Passar a perceber antes as vantagens de estar em Itacaré do que as desvantagens. Com certeza, as mudanças que estão sugeridas neste plano (mudanças consensuais, desejadas por todos os envolvidos no turismo em Itacaré) certamente serão facilitadores para que este quarto passo se torne concreto para todos os que moram em Itacaré.

Estes quatro primeiros passos são básicos, e podem ser feitos por qualquer um que deseje contribuir para um futuro melhor em Itacaré. A seguir, apresentam-se algumas sugestões para aqueles que estão mais diretamente envolvidos com o turismo na cidade, sejam eles empresários, moradores, membros de associações ou o próprio poder público.

Sugestões para os Empreendimentos

Os empresários e investidores de Itacaré (isto é: donos de meios de hospedagem, de restaurantes, receptivos, comércio etc.; atuais ou futuros) podem contribuir com o plano e com a imagem do destino fazendo um trabalho simples, que deve alavancar seus próprios empreendimentos.

Sugere-se uma leitura atenta do capítulo 4, para entendimento de quem vem e de quem virá a Itacaré no futuro. A profunda compreensão destes segmentos de turistas é de essencial importância para colocar os empreendimentos a serviço deles. Por exemplo, as diversas preferências e demandas destes turistas indicam adaptações (que não necessariamente resultam em grandes investimentos) que podem ser aplicadas em pousadas e restaurantes, aumentando a sua competitividade.

Se estas mudanças e adaptações forem levadas a cabo, automaticamente os empreendedores estarão contribuindo para a construção de um destino mais coerente e eficiente, onde os empreendimentos reflitam os valores e propostas do destino como um todo.

Vale lembrar que o hotel, o restaurante ou o comércio são apenas componentes de uma etapa dentro do ciclo de serviços turísticos. Cada empreendedor deve garantir que, dentro de seu estabelecimento, o turista tenha uma experiência excelente. E mais do que isso: ele deve se esforçar para que os outros empreendedores e envolvidos com o turismo façam o mesmo, para que o turista tenha uma experiência coesa e inesquecível no destino Itacaré. Só assim este turista poderá voltar e/ou indicar o destino aos amigos. Ou seja: só com excelência em todas as etapas do ciclo de serviços o destino realmente vai caminhar para o desenvolvimento de um turismo competitivo e sustentável.

Sugestões para as Associações

De acordo com a visão deste plano, as associações civis são essenciais para a execução das ações propostas. Cada associação deve analisar calmamente os ante-projetos apresentados no Plano de Ação (capítulo 6) e verificar em que projetos elas podem se inserir e/ou contribuir.

As associações são os agentes que devem, a todo tempo, monitorar a implementação do plano e suas alterações, quando pertinentes. Como cada associação está relacionada à certa temática (Associação dos Guias, dos Canoeiros etc.) ou a certa região da cidade (Associação dos Moradores do Porto de Trás, Associação dos Moradores da Concha etc.), elas são responsáveis pela defesa e valorização destes temas/regiões dentro do processo de desenvolvimento de Itacaré como destino turístico.

Por fim, as associações que pretendem se fortalecer e que careçam de capacitação ou parcerias, devem colaborar ativamente na concretização do Projeto "Fortalecimento Institucional das Associações" e se cadastrar para receber os benefícios do projeto.

Sugestões para os Moradores

Os moradores, tal como apresentado nos "Princípios" (capítulo 2), são um dos principais ativos de Itacaré, e todo o planejamento objetiva, entre outras metas, o desenvolvimento sócio-econômico. Via de regra, os moradores estão de alguma forma envolvidos com o turismo, seja por sua filiação às associações, seja por possuírem ou trabalharem em empreendimentos voltados ao turismo. A cidade é, antes de tudo, dos moradores. Assim, uma das grandes atribuições da população é avaliar, a todo momento, se as transformações sugeridas por este planejamento estão de fato trazendo melhoria na qualidade de vida dos moradores da cidade.

Além disso, é bom ficar atento para as oportunidades que o planejamento turístico pode trazer. Serão constantes os programas de capacitação profissional, os workshops e eventos sobre turismo e meio ambiente e, claro, as oportunidades de emprego no turismo.

Sugestões para a Prefeitura

A Prefeitura de Itacaré é um dos principais parceiros do plano. A parceria da prefeitura é imprescindível, pois ela é executora ou co-executora de grande parte das ações, sendo importante que ela se aprimore constantemente para fazer face às demandas de complexidade crescente. A Prefeitura é o âmbito do poder público mais próximo à cidade e aos moradores. Assim, de acordo com o que propõe o Plano Itacaré 2015, a Prefeitura deve oferecer à sociedade civil cada vez mais oportunidades de participação nos processos decisórios. Isso resultará, também, na necessidade de a sociedade civil executar grande parte das demandas, o que é uma vantagem para a Prefeitura, já que um menor número de tarefas deve ser de sua responsabilidade. O grande esforço que se sugere para a Prefeitura é o de estimular e induzir de forma crescente a participação da sociedade civil na construção do futuro da Itacaré.

A Sede do Instituto de Turismo de Itacaré estará sempre aberta e ávida por receber todos os interessados com dúvidas, sugestões, críticas e elogios acerca do processo de desenvolvimento do turismo na cidade.

As associações, líderes do trade local e da comunidade, e interessados em participar mais ativamente das atividades do Instituto de Turismo de Itacaré são conclamados a procurar a direção do ITI para avaliação dos procedimentos de adesão formal à organização. Somente com ampla representação e comprometimento de recursos de todos o ITI poderá se transformar em um fórum efetivo de discussões e um canal para a ação transformadora concreta.

Mãos à obra, o futuro começa a ser construído agora !!!


 
 

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